Porto Bay: aposta no mercado russo será reforçada com abertura do Porto Bay Liberdade

O grupo madeirense Porto Bay vai estrear-se em Lisboa em 2014, com a abertura, em Abril, do Porto Bay Liberdade que irá “distribuir” clientes provenientes do Brasil e da Rússia para os Porto Bay na Madeira e no Algarve. Por isso, a partir da sua abertura, o grupo irá apostar mais forte no mercado russo, disse ao Turisver.com o presidente do Conselho de Administração, António Trindade, à margem da ITB Berlim. A aposta em Lisboa para a abertura de uma nova unidade hoteleira do grupo madeirense Porto Bay, numa altura em que a hotelaria da capital passa por momentos menos positivos é justificada, em primeiro lugar, pela necessidade de tirar maior partido da fidelização dos clientes, adiantou ao Turisver.com o presidente do Conselho de Administração do grupo, António Trindade. “Abrimos um hotel em Lisboa nesta época porque a Porto Bay, no seu programa de fidelização, tem mais de 180 mil cartões emitidos” o que significa que “há 180 mil casais que já tendo visitado um Porto Bay, repetiram a experiência”, além de “30 mil cartões dourados que correspondem a 30 mil casais que já visitaram mais de seis vezes os nossos hotéis”, explicou, sublinhando que, nos meses de Janeiro e Fevereiro, em que as unidades Porto Bay na Madeira tiveram uma ocupação acumulada de 87%, com 44% de clientes repetentes. Mas há uma outra razão para a abertura de um hotel em Lisboa. “Cada vez que abrimos um hotel novo sentimos a vontade dos nossos clientes rodarem entre as experiências Porto Bay”. Por isso, o hotel de Lisboa, diz António Trindade, será um “hub de distribuição” para os clientes que vêm do Brasil, com destaque para o Rio de Janeiro e São Paulo, onde o grupo detém unidades hoteleiras e também do mercado russo já que um produto boutique, com 100 quartos e um nível de cinco estrelas é indicado às suas exigências. Quer no Algarve, quer na Madeira, e sobretudo no Cliff Bay, o mercado russo tem já alguma importância para, “tanto em termos quantitativos quer em termos qualitativos”. Por isso haverá uma aposta mais reforçada neste mercado mais próximo da abertura do hotel de Lisboa porque “nessa altura há a possibilidade de prepararmos uma mensagem perfeitamente acabada em termos de destino, hotel e preço”. A partir daí, acrescenta António Trindade, “faremos uma aproximação bem maior a esse mercado que é, efectivamente, muito grande e com enormes potencialidades”. M.F.