Portugal quer tornar-se “destino mais inclusivo e acessível do mundo”

Foi esse o desafio que a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, lançou esta terça-feira aos promotores na Batalha, aproveitando para alertar que aproveitem a linha de apoio para se adaptarem.

Para “acelerar a mudança”, foi lançada uma linha de financiamento (Linha de Apoio ao Turismo Acessível do Programa Valorizar), estando já 69 projectos aprovados, com 8,5 milhões de euros de incentivo, adiantou a governante.

“Temos sido considerados muitas coisas: ontem fomos considerados Friendly Destination in the world, agora o desafio é que sejamos o destino mais inclusivo e mais acessível do mundo. O repto que deixo aqui é para que lutemos para que seja também um dos nossos Óscares”, afirmou Ana Mendes Godinho, durante a sessão de assinatura de contratos “Turismo Acessível em Portugal”, de 11 projectos, que representam 2,1 milhões de euros de investimento e 1,7 milhões de euros de incentivo, que decorreu no Mosteiro da Batalha.

À margem do evento, a secretária de Estado, citada pela Lusa salientou que é necessário “priorizar acções para garantir que Portugal é cada vez mais um destino para todos, inclusivo, e que também é reconhecido por isso”, lembrando que a tutela está a trabalhar em várias áreas, em articulação com a secretária de Estado da Inclusão, no sentido de “capacitar quer a oferta pública, quer a privada”, e apostando na difusão da informação.

Os alunos das escolas de turismo passaram a ter um “módulo dedicado ao turismo acessível” e estão a ser difundidos vários filmes de promoção para “promover Portugal como um destino acessível”, informou ainda.

Ana Mendes Godinho revelou ainda a parceria que existe entre o Turismo de Portugal e a Fundação Vodafone para a ‘app’ “Tur4all”, com “informação sobre a oferta acessível que existe em Portugal, precisamente para Portugal se posicionar cada vez mais internacionalmente como um destino inclusivo”.

 

Os projectos incluem a criação de percursos acessíveis e materiais de comunicação inclusiva no Mosteiro da Batalha, Convento de Cristo (Tomar), Palácio Nacional de Mafra e Basílica, Mosteiro de Alcobaça e Museu Nacional Machado de Castro (Coimbra).

Vão também ser alvo de melhoria as acessibilidades ao Castelo de São Jorge e ao Cinema S. Jorge, em Lisboa, bem como ao Campo Arqueológico de Oliveira do Hospital e ao Museu Etnográfico e Posto de Turismo do município de Mira e, criada informação turística mais acessível no município de Ourém. Na Tapada de Mafra, o projecto prevê um comboio acessível que permita a visita ao recinto. Os Hotéis Vila Galé pretendem melhorar as acessibilidades em três unidades, em Lisboa, Porto e Vilamoura e, a agência de viagens Tourism For All propõe a aquisição de um autocarro adaptado para a sua actividade.