Portugueses estão a viajar mais para o estrangeiro

No terceiro trimestre do ano passado, os residentes em Portugal realizaram +1,1% de viagens que no período homólogo do ano passado, no entanto o número de viagens ao estrangeiro registou um aumento homólogo de 8,5%, segundo dados do INE publicados esta semana. “Lazer, recreio ou férias” continua a ser o principal motivo que leva os portugueses a viajar.

Passar pelo menos um período das suas férias de Verão num destino estrangeiro foi o que fizeram muitos portugueses entre os meses de Julho e Setembro do ano passado. Neste período, se o número de deslocações turísticas efectuadas pelos residentes em Portugal atingiu os 7,8 milhões, num aumento homólogo de 1,1%, as viagens turísticas ao estrangeiro subiram 8,5% face ao terceiro trimestre do ano passado, enquanto as viagens domésticas apresentaram um aumento praticamente residual de 0,4%. Mesmo assim, as viagens ao estrangeiro representaram apenas, no período em análise, 10,1% do total de viagens realizadas, importando referir que somadas as viagens “cá dentro” e “lá fora”, a proporção de residentes que realizou pelo menos uma deslocação turística entre os meses de Julho e Setembro, fixou-se nos 36,6%.

“Lazer, recreio ou férias” continua a ser o motivo número um para a realização de deslocações, tendo motivado 60,3% das viagens realizadas no período em análise. Ao todo, foram 4,7 milhões as deslocações realizadas por estes motivos, num aumento de 4,4 pontos percentuais face ao terceiro trimestre de 2016. O que também aumentou foi a “visita a familiares ou amigos”, razão que levou a 32,9% das deslocações, +0,6 pontos percentuais, em termos homólogos.

Em perda continuaram a estar as viagens “profissionais ou de negócios”: nos três meses em análise foram 295,6 mil, -0,8p.p. que no período homólogo, correspondendo a 3,8% do total de viagens realizadas no trimestre.

As proporções são diferentes no que toca às deslocações ao estrangeiro. Neste caso 73,7% das viagens tiveram como motivação o “lazer, recreio ou férias”, com um ganho de representatividade de 5,5 p.p., por contrapartida da menor expressão observada nas viagens ao estrangeiro para “visita a familiares ou amigos” e por motivos “profissionais ou de negócios” (-2,0 p.p. e -1,2 p.p., respectivamente). Nas viagens domésticas, “lazer, recreio ou férias” foi também a principal motivação das deslocações (58,8%), embora com ligeira diminuição na sua representatividade (-0,3 p.p.).

Neste período, a duração média das viagens foi de 7,88 noites (+1,1% em termos homólogos), sendo de 8,92 noites em Agosto (-2,4%), 8,43 noites em Julho (+2,1%) e 4,98 noites em Setembro (-3,7%).