Portugueses vão ter novo modelo de passaporte em 2017

Os cidadãos portugueses vão ter, a partir do início de 2017, um novo modelo do passaporte electrónico com características mais modernas de segurança, anunciou o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

De acordo com a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, que “existe um projecto para introduzir um passaporte com outras características de segurança”, tendo em conta a necessidade de renovar este documento por “razões de segurança, biometria e segurança documental”.

“No início do próximo ano teremos um novo passaporte com novos requisitos de segurança, mas que não vai acarretar qualquer custo”, disse a ministra, para esclarecer que os cidadãos portugueses só adquirem os novos passaportes quando os actuais caducarem.

“Nos passaportes e segurança documental existe evolução tecnológica, os países têm que se adaptar e incorporar nos seus documentos novas características documentais que lhes garantam segurança”, adiantou, realçando, mesmo assim, que o actual passaporte electrónico português é “um documento muito seguro”. No entanto, sustentou que “foi introduzido há dez anos” e, durante este período, existiu “uma evolução monumental” na tecnologia.

No decorrer da cerimónia, que marcou a apresentação do filme “A documentação segura e o SEF na cadeia de identidade”, a directora nacional deste organismo, Luísa Maia Gonçalves, anunciou também que, a partir de Julho, vão poder passar pelo sistema de controlo de fronteira RAPID (Reconhecimento Automático de Passageiros Identificados Documentalmente) cidadãos de nove nacionalidades, designadamente, dos Estados Unidos da América, Canadá, Austrália, Brasil, Venezuela, Japão, Coreia do Sul, Singapura e Nova Zelândia. “São nacionalidades isentas de visto e que, ao mesmo tempo, os respectivos certificados técnicos podem ser adaptados para o RAPID de modo a poder ser feito o cruzamento e a consulta às bases de dados necessárias a nível nacional e internacional que permite a passagem pelo RAPID”, disse.

Actualmente, passam pelo sistema RAPID, equipamento electrónico que realiza de forma automática e sem intervenção humana os procedimentos de controlo de fronteira, os cidadãos nacionais e da União Europeia maiores de idade.