Presidente da AHP diz não ao aumento da taxa turística em Lisboa

O presidente da AHP falou à imprensa em Coimbra, antecedendo a abertura do 29º Congresso da Associação que decorre nesta cidade até amanhã, sexta-feira. Raul Martins revelou que o acordo realizado no âmbito da ATL é para manter, afirmando, relativamente à possibilidade de um aumento da taxa turística, que “não fomos consultados”.

Questionado sobre as verbas resultantes da cobrança da taxa turística poderem vir a ser utilizadas para outros fins que não os constantes do acordo entre a CML e os empresários, no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa, Raul Martins afirmou que “como empresário assino os acordos de boa fé, e até ser denunciado por uma das partes assim se vai manter”. Adiantou ainda que “a Câmara não alterou os termos de governação, não nos convocou para nenhuma alteração dessa situação, portanto, para nós mantém-se o que está acordado”.

Para exemplificar o modo como é utilizada a taxa turística, o presidente da AHP explicou que ela pode ser utilizada em “tudo quanto tenha que ver com retorno turístico”, deixando como  exemplos vários projectos apoiados pelo fundo, como a Experiência Pilar 7 – Centro interpretativo da Ponte 25 de Abril, a ampliação do Palácio da Ajuda, a renovação da Estação Fluvial Sul e Sueste para actividade marítimo-turística e a requalificação do Museu do Azulejo.

Quanto a um tão falado aumento da taxa turística para 2€ por noite, Raul Martins considerou que “para aumentar a taxa turística tem que haver razões para isso”, adiantando que na AHP  “não conhecemos razões para aumentar”.