Presidente da AHP quer privados a participarem no posicionamento da marca Portugal

Ontem, no discurso que preferiu na sua tomada de posse como presidente da AHP, Luís Veiga defendeu a participação dos privados no posicionamento da marca Portugal ? uma marca que o novo presidente da AHP para o mandato 2013-2015 pretende que seja competitiva. Para o presidente da AHP, chegar a uma marca Portugal forte e competitiva só é possível se ?acrescentarmos valor às nossas propostas? o que só acontecerá se houver ?um ambiente empresarial favorável e de escolhas e compromissos apolíticos, afectando assim, positivamente, os desempenhos dos subsectores do turismo e, consequentemente, a sua competitividade?. Para Luís Veiga, para que haja uma proposta vencedora no sentido da competitividade deve passar, nomeadamente, pela ?forte e empenhada participação da iniciativa privada no processo de posicionamento da marca Portugal e da estruturação dos seus produtos com estratégias inovadoras e criativas? e pela ?avaliação das barreiras ao turismo e dos custos de contexto actuais e futuros?. No que se refere à participação dos privados no posicionamento da marca Portugal deve, segundo Luís Veiga, actuar-se em dois domínios. O primeiro, passa pela ?reorganização interna do Turismo de Portugal pela inclusão dos privados?, enquanto o segundo se refere à ?reorganização interna das CCDRs? que considera estarem totalmente afastadas do que hoje se faz em turismo. Neste caso, avançou, as Agências Regionais de Promoção Turística devem estar dentro das Comissões de Coordenação. Já em termos das barreiras ao turismo, apontou a necessidade de agilização do processo de concessão de vistos, bem como a necessidade de actuar ao nível da intermodalidade entre todos os meios de transporte, do mercado intelectual (direitos de autor), da oferta ilegal de alojamento e da apropriação de números por parte do online. Sobre este último ponto exemplificou com o facto de a plataforma online Booking.com oferecer ?quase três vezes mais hotéis dos que existem em Portugal? dado não fazer distinção entre o que é um hotel e o que não o é, de acordo com a legislação portuguesa. O novo presidente da AHP lançou também um desafio às entidades públicas e privadas do sector no sentido de, em conjunto, assumirem o compromisso ?Turismo 2020?, já que, na sua óptica, ?só o Turismo pode contribuir para a redução da taxa de desemprego; só o Turismo pode melhorar o desempenho da balança corrente, face à tendência recente de redução das exportações de bens; só uma dinâmica de crescimento do Turismo pode tornar Portugal mais atraente, com colaboradores mais formados e com uma população mais feliz?. A cerimónia em que foram empossados os novos órgãos sociais da AHP para o mandato 2013-2015 contou com a presença do secretário de Estado do Turismo, do presidente do Turismo de Portugal, do presidente da Confederação do Turismo Português e de várias associações empresariais do turismo, bem como de representantes políticos e de um largo número de empresários hoteleiros. M.F.