Presidente da ANA debate com hoteleiros capacidade aeroportuária de Lisboa

O presidente da ANA Aeroportos defendeu esta quarta-feira, que a oferta de capacidade aeroportuária disponível, ainda que possa acomodar o crescimento previsto para os próximos anos, não dispõe da qualidade necessária para manter a competitividade indispensável quer para a protecção e desenvolvimento do “hub” de Lisboa, quer para sustentar o crescimento das operações de baixo custo.

Convidado para orador do almoço mensal da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal com hoteleiros, que decorreu esta quarta-feira no Lisbon Marriott Hotel, e teve como tema “Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa – Uma Proposta de Solução”, Jorge Ponce Leão referiu que uma solução global foi já desenvolvida, tendo dado origem a um novo Plano Director para o Aeroporto Humberto Delgado e à instalação de um Terminal civil na Base Aérea do Montijo.

Indicou ainda que a solução apresentada encontra-se em fase de validação pelo Governo e ANAC, pressupondo a dotação da NAV de meios tecnológicos sofisticados e um compromisso por parte da Força Aérea no redesenho das missões alocadas às diferentes Bases aéreas que impactam com o tráfego aéreo na região de Lisboa (Sintra, Alverca, Montreal e Campo de tiro de Alcochete).

Na ocasião, Raul Martins, presidente da AHP, salientou que “no ano passado o Aeroporto de Lisboa ultrapassou os 20 milhões de passageiros e, mantendo-se o ritmo de crescimento, que desejamos, a breve prazo a actual infra-estrutura aeroportuária torna-se insustentável”.

O presidente da AHP lembrou ainda que “há mais de 10 anos que a AHP tem vindo a defender a opção do Montijo como a mais indicada para receber as companhias low-cost”, para considerar ser importante “a hotelaria apoiar a ANA e sinalizar junto do Governo a urgência na tomada de decisão. Como confirmámos aqui hoje, entre a decisão tomada e a sua execução e operacionalização há um tempo que corre a nosso desfavor. A estratégia de crescimento interessa a todos os stakeholders: Governo, Câmara Municipal de Lisboa e empresários”.