Presidente da CTP: Golfe ?não é já suficiente para o crescimento? do Algarve

A afirmação foi proferida por Francisco Calheiros, no encerramento da II Cimeira da CTP que decorreu sexta-feira no Algarve. O responsável, que na abertura afirmara que ?precisamos de um Algarve mais forte, mais competitivo, mais criativo, mais diferenciado e mais dirigido para as novas necessidades dos turistas que o procuram?, focou a sua intervenção final nos desafios e constrangimentos da região. Depois de evidenciar o muito que a região algarvia tem para oferecer enquanto destino turístico e de falar da qualidade da oferta, nomeadamente em termos de hotelaria, o presidente da Confederação do Turismo português destacaria os riscos da sazonalidade que e a necessidade de actuar preventivamente contra eles. Para combater a sazonalidade, afirmou, os empresários algarvios apostaram sobretudo no golfe, e com reconhecido sucesso mas este segmentos, afirmou Francisco Calheiros, ?não é já suficiente para o crescimento desta região?, seja ?pelo ambiente económico que vivemos a nível europeu, seja pelo aumento da concorrência neste domínio, seja pela carga fiscal que incide sobre a actividade?, pelo que ?há que criar algo mais, há que ser inovador potenciando o que são as nossas outras vantagens comparativas?. Gastronomia, qualidade do alojamento, património histórico e cultura, segurança foram algumas das vantagens comparativas apontadas pelo presidente da CTP, a que juntou a necessidade de, para além de se apostar em produtos já existentes, ser ?fundamental? apostar também no turismo residencial. A este nível sublinhou mesmo que Portugal tem condições para se ?posicionar como um dos principais destinos mundiais para compra de casa no estrangeiro e que se poderá constituir como um dos nossos maiores sectores de exportação?. Mesmo assim, o presidente da CTP afirmou que ?sem promoção todos os nossos esforços serão em vão? pelo que é necessário ?um reforço da promoção e comercialização do Algarve como destino turístico e como destino de turismo residencial?. Já a terminar manifestou o empenhamento da CTP na criação da Agência Nacional para a promoção Turística que ?deverá arrancar em 2015 com uma gestão partilhada entre entidades públicas e entidades privadas?. M.F.