Presidente das Casas Açorianas defende condições justas de mercado

Gilberto Vieira defendeu que “o turismo rural e de natureza nos Açores vem percorrendo um caminho de afirmação progressiva, dentro dos objectivos propostos e num enquadramento legal bastante apertado, que garantiu e garante ser um produto-charneira na oferta turística açoriana”.

O presidente das Casas Açorianas intervinha no 1º Encontro de Turismo Flores e Corvo, que decorreu recentemente em Santa Cruz das Flores.

Centrando a comunicação na sua experiência no turismo rural e de natureza nos Açores, tanto como investidor neste segmento como dirigente da Associação Casas Açorianas, que reúne cerca de meia centena de associados com unidades de turismo rural no arquipélago, não deixou, contudo, de abordar a questão do aparecimento recente de novas tipologias turísticas no nosso mercado. Neste sentido reforçou que “o turismo rural e de natureza tem o seu espaço, tem clientes com características próprias, a hotelaria convencional tem outro modelo, normalmente baseado em grupos grandes e packages pré-definidos, o Alojamento Local trabalha, usualmente, com um público-alvo específico que procura maximizar o investimento nas viagens em todas as componentes que o destino tem para oferecer, desde o transporte, estada, alimentação e fruição de experiências diversas”.

Esclarecendo que nada o move, nem à Associação que lidera, contra o alojamento local nem qualquer outra tipologia similar, Gilberto Vieira referiu que “as minhas declarações, que assumo por inteiro, são sempre no sentido de lutar por condições justas de mercado, sobretudo no que respeita às exigências em diversos níveis que são impostas ao turismo rural, sendo muito mais favoráveis essas exigências para outras tipologias que agora se afirmam no mercado”.

Neste contexto, saudou a recém-criada Associação do Alojamento Local dos Açores com o objectivo “de combater os alojamentos ilegais, por serem concorrência desleal e prejudicarem a imagem desta tipologia e do turismo em geral nos Açores”, para acrescentar que acredita que esta associação “será um parceiro fundamental na regulação da actividade em que se insere e, consequentemente, na credibilização e afirmação dessa tipologia de alojamento entre nós, evitando más imagens e deturpação do mercado que a ninguém beneficia”.