Presidente defende regime legal para o termalismo

O Presidente da República quer que Portugal olhe mais para o turismo de saúde e defende a criação de um regime jurídico e legal que permita o desenvolvimento do turismo termal.

O Chefe de Estado falava esta quarta-feira no concelho de Mêda onde foi inaugurar o novo pólo termal de Longroiva, que integra um hotel rural já em funcionamento desde Fevereiro. Na altura, o Presidente da República pediu que não se deixasse morrer o termalismo em Portugal que defendeu dever ser desenvolvido na sua vertente de turismo termal.

“É preciso olhar para o problema das termas em Portugal”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, considerando que, para que esta riqueza do país não ser desperdiçada será necessário “olharmos para as termas que temos e criarmos um regime jurídico, um regime legal, que permita o desenvolvimento do turismo termal”.

Na sua perspectiva, se o turismo termal se transformar em algo que não seja apelativo “vão fechando as termas uma a uma e vão fechando os hotéis junto das termas e vai-se apagando aquilo que é uma hipótese de presente e de futuro, numa altura em que há cada vez mais europeus a viverem mais tempo e, por isso, a apreciarem o turismo termal”.

Salientando que o termalismo “não é coisa de velhinhos” mas uma aposta de futuro, Marcelo afirmou o desejo de que em Portugal se “olhe mais para o turismo de saúde”.