Inquérito AHP: Principais destinos portugueses com ocupações de 90% na Páscoa

A conclusão é de um inquérito efectuado pela AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, junto dos seus associados. A maioria dos hoteleiros inquiridos acredita que a Páscoa deste ano será melhor que a do ano passado, havendo unidades já esgotadas para o fim-de-semana pascal. As perspectivas mais positivas foram avançadas por hoteleiros de Lisboa, Madeira e Algarve.

Bastante optimistas sobre a ocupação que a Páscoa vai trazer, nomeadamente durante o fim-de-semana, estão os hoteleiros dos principais destinos turísticos portugueses, nomeadamente, Lisboa, Algarve e Madeira, que não se limitam a avançar subidas de ocupação face ao ano passado mas muitos perspectivam mesmo uma ocupação superior a 90%.

De acordo com os resultados do inquérito, o aumento da ocupação deverá ser uma constante em todas as regiões. No Porto, a ocupação média deverá rondar os 98% e nos Açores, particularmente em São Miguel, poderá aproximar-se dos 100%, com a AHP a sublinhar, com base nos associados inquiridos, que “também no Alentejo e em alguns pontos da Região Centro, nomeadamente na Serra da Estrela, se evidenciam taxas de ocupação muito elevadas”.

Quanto a preços, 70% dos inquiridos espera ter um preço médio por quarto ocupado superior àquele conseguido na Páscoa de 2016, sendo que neste início de semana santa já se verifica uma melhor performance de preço, em particular nas cidades de Lisboa e Porto e nas regiões do Alentejo e Algarve.

A estada média mantém-se nos 3 dias na generalidade das regiões, excepto a Madeira, com 8 dias.

O inquérito também revela que 24% dos hóspedes da hotelaria em período de Páscoa são portugueses, “resultado da recuperação económica e do aumento histórico da confiança dos consumidores, estimulando o consumo privado”, com Espanha a ocupar o segundo lugar, seguida de França e do Reino Unido.

Comentando os resultados deste inquérito, Cristina Siza Vieira, presidente da Direcção Executiva da AHP, refere: “No seguimento do crescimento sustentado da procura, as expectativas para esta Páscoa são muito optimistas. O facto de esta ser uma Páscoa mais tardia e, portanto, previsivelmente mais solarenga, traz também um importante aumento da procura, isto porque o mês de Abril, onde a Páscoa se insere este ano, é naturalmente mais forte para a hotelaria”. E adianta: “A operação ainda não fechou e existe o factor last minute, pelo que estes resultados têm tendência para melhorar. No entanto, aguardaremos o fecho de Abril para confirmação desta tendência”.