Programa será conhecido até Setembro: Miguel Quintas apresentou candidatura à APAVT

Miguel Quintas formalizou esta terça-feira a sua candidatura à presidência da APAVT para o mandato 2018-2020. Uma candidatura de justificou pela necessidade “imperativa” de mudança e de devolver a Associação a todos os agentes de viagens. Esta é, afirmou, “uma candidatura independente” e que “não é contra ninguém”, cujo programa e lista serão conhecidos até Setembro.

Já esperada há meses, a candidatura de Miguel Quintas à presidência da APAVT, foi formalizada esta terça-feira, 25 de Julho. À questão “porquê só agora” colocada pelo Turisver.com, respondeu que “este é o timing correcto para fazer esta apresentação, até porque não podemos esquecer que o candidato rival não era candidato até apresentar a sua candidatura há pouco tempo”. Assim, concluiu, “não havia propriamente uma urgência, havia sim necessidade de criar consensos à volta do que é o nosso lema – a APAVT é de todos”.

“Até Setembro” será conhecido o programa e a lista com que se apresentará sufrágio, por enquanto Miguel Quintas enumerou justificações para a sua candidatura, a começar pela afirmação de que “é imperativo uma mudança, é imperativo fazer reviver a nossa associação com novas ideias, com acções mais afirmativas, com trabalho mais eficaz e com uma nova dinâmica mais eficiente e que coloque o sector das agências de viagens no patamar de importância que ele realmente tem” e que “é preciso devolver a associação a quem de direito, a todos os agentes de viagens” sendo esse o lema da sua candidatura – “A APAVT é de todos”.

Alertando para “os momentos de grande dificuldade” que se aproximam para o sector, afirmou que “apenas uma direcção forte, ágil, descomprometida com o passado e isenta” poderá implementar as medidas que são necessárias para vencer os desafios.

“Valorizar a profissão do agente de viagens” e “cativar os consumidores”; formar e capacitar os agentes de viagens, dotando-os das ferramentas tecnológicas necessárias; tornar a APAVT mais pró-activa para lhe garantir maior relevância, são alguns dos objectivos da candidatura de Miguel Quintas. Mas o candidato quer ainda “aumentar a rentabilidade das agências” por isso, “a direcção a que irei presidir irá colaborar de forma mais estreita com o poder político para atingir a meta da redução do IVA sobre a margem e aumentar a rentabilidade das agências”.

Na conferência de imprensa, Miguel Quintas escusou-se a falar em apoios, reafirmando a independência da sua candidatura. “Decidi avançar para a presidência da APAVT” e “não há nenhum apoio formal, de nenhuma organização, de nenhuma pessoa em termos individuais”, respondeu ao Turisver.com.

“A APAVT é de todos” é o lema de Miguel Quintas, mas o Turisver.com quis saber se o facto de haver dois candidatos e de tanto falar de PMEs não iria causar alguma divisão. Afirmando que esta “não é uma candidatura de divisão” e que “se calhar a divisão vem de antes”, Quintas apontou o dedo à actual direcção por ter preterido as PME quando “a APAVT não pertence a nenhum grupo económico de grande dimensão, não pertence aos master franchisings – pertence se calhar aos franchisados que são os associados -, não pertence aos líderes dos grupos de gestão (…)”.