PSD: Programa eleitoral para o Turismo

Iniciamos a publicação de uma série de artigos em que damos a conhecer, de forma necessariamente resumida, as propostas que os partidos com assento Parlamentar apresentam para o Turismo nos seus programas eleitorais. Começamos pelo PDS, o maior partido da oposição, que propõe, por exemplo, o reforço da promoção externa e do papel de Portugal nas rotas de cruzeiros, a reapreciação de Alcochete para o novo aeroporto de Lisboa, ou a flexibilização da legislação.

No programa do PSD, as propostas que têm directamente a ver com a actividade turística estão englobadas no subcapítulo “O Turismo como sector estratégico”.

Defendendo o aumento do “valor acrescentado da actividade turística”, através da “diversificação e sofisticação da oferta turística”, o programa do PSD para o sector não traz grandes novidades, já que as propostas passam pelo desenvolvimento do interior “criando circuitos e actividades turísticas mais diversificadas, no âmbito da natureza, gastronomia, artesanato, história e produtos locais”, por desburocratizar e flexibilizar a legislação; incrementar o turismo de natureza e reduzir a sazonalidade no Algarve”.

É também proposta uma maior integração dos diferentes organismos do turismo, o aumento da promoção externa e o reforço das sinergias entre o turismo e outros sectores da economia nacional.

Na área dos transportes e infra-estruturas, o PSD considera que “poderá ser avisado a reapreciação da solução Alcochete, mesmo que tal obrigue a uma renegociação das condições contratuais da concessão”, enquanto na área do

Mar promete o apoio à navegação de recreio e pretende reforçar o papel de Portugal nas rotas de cruzeiros. Para isso propõe mesmo a “articulação com a TAP e com companhias aéreas low cost para cruzeiros de pequena e média dimensão”.

Cultura, educação, ambiente, economia, turismo, descentralização ou, entre outras mais, o bem-estar e o urbanismo são áreas que, para o PSD, devem ser articuladas, com o partido a entender que em matéria de património não chega conservar mas há, sobretudo, que valorizar. Neste âmbito preconiza a intensificação do esforço na reabilitação de aldeias e centros históricos, castelos e fortalezas, associado a “um plano coerente da sua divulgação e fruição”.

No que toca ao património do Estado que está ao abandono propõe “a elaboração de um plano detalhado de inventariação e reabilitação dos edifícios com maior valor cultural e a sua afectação a novas funcionalidades culturais e turísticas”.

*Texto mais completo na edição de Setembro da revista Turisver que se encontra online.