Raul Martins pede “mais respeito pela hotelaria”

O tema das taxas turísticas foi abordado pelo presidente da AHP num encontro com a imprensa do trade, esta terça-feira. Raul Martins falou da aplicação das verbas das taxas que está a ser feita em Lisboa que considerou exemplar e sublinhou que este modelo pode ser replicado noutras regiões. Defendendo que “as taxas têm que ser definidas em conjunto com os hoteleiros”, pediu “mais respeito pela hotelaria”.

Raul Martins frisou o “entendimento com a Câmara” que foi conseguido em Lisboa para a aplicação das verbas das taxas turísticas, defendendo ser “com base nesta ideia que outras Câmaras e outros Municípios devem trabalhar”. Lembrou também que a AHP foi contra as taxas em Vila Real de Santo António pelo fim que lhes era destinado, avançando no entanto que “os hoteleiros de Vila real de Santo António estão hoje a harmonizar uma solução de taxa turística que seja aplicada em projectos de interesse para o turismo”.

Sobre o caso mais recente, o de Cascais, Raul Martins afirmou que “a forma como a taxa está a ser proposta não é correcta”, uma vez que “a Associação Turística faz uma proposta em que os hoteleiros estão contra e os não hoteleiros a favor” sendo que a sua cobrança vai ter que ser feita pelos hoteleiros, uma situação que considerou “estranha” e “pouco ética”.

“A Associação da Hotelaria de Portugal entende que as taxas têm que ser definidas em conjunto com os hoteleiros”, disse Raul Martins, lembrando que são os hoteleiros que as têm que cobrar e são também os hoteleiros que fazem os maiores investimentos nos destinos. “Temos que dar peso institucional àquilo que são os investimentos hoteleiros, que são enormes”, afirmou, acrescentando que “dentro do turismo não há área que tenha mais peso em investimento que a hotelaria”. Por isso pede não só que os hoteleiros sejam ouvidos no caso de Cascais mas também que haja “mais respeito pela hotelaria”

Defensor do diálogo entre todas as partes interessadas, o responsável sublinha que o modelo de Lisboa “pode ser repetido noutras regiões” já que “as boas regras podem e devem ser seguidas por outros”.