RAVT anunciou subidas de facturação, rentabilidade e share na IX Convenção Anual

A RAVT realizou no passado sábado, 12 de Abril, a sua IX Convenção Anual, em Coimbra, encontro que reuniu 85% das agências da rede e que serviu para fazer um balanço dos resultados de 2013, que se pautaram por crescimentos ao nível da facturação, rentabilidade e share, segundo Maria José Silva, CEO da RAVT. “Foi uma convenção muito animadora, os números passados já permitem outra motivação”, disse Maria José Silva ao Turisver.com, explicando que também ao nível da participação o balanço é positivo, uma vez que se registou uma maior participação face ao ano anterior. Quanto a números, Maria José Silva destaca uma facturação de 35 milhões de euros, “o que representa cerca de 25% de crescimento”, revelou, explicando que a subida poderia até ser maior, se não se tivesse verificado uma descida de 3% no número de empresas, o que até acaba por ser positivo, visto que a média nacional aponta para uma descida de 4,8% no número de balcões. Quanto ao share, Maria José Silva revela que a RAVT passou para o quinto lugar, ultrapassando algumas das grandes redes mundiais, ainda que alerte que não se trata do share de BSP, uma vez que a produção da RAVT é 60% de lazer e 40% de aviação. O ano passado foi também positivo ao nível da rentabilidade, com a responsável a explicar que, neste ponto, se registou “um acréscimo pequenino”, entre os 1,5% e os 2%, o que, segundo Maria José Silva, “é muito bom porque a rentabilidade estava negativa. Não é óptimo mas já é um bom sinal, mostra uma tendência de recuperação”. “Os objectivos foram praticamente todos atingidos, pelo menos aqueles que eram passíveis de ser atingidos”, referiu a responsável, explicando que, a nível de produtos, a RAVT manteve praticamente o que é habitual, com o grande destaque a residir no sol e praia, essencialmente em viagens de proximidade e de médio curso e com uma menor duração. Além do sol e praia, Maria José Silva destaca também a hotelaria, “com crescimento nas estadias nacionais e nos cruzeiros no Douro, bem como nos city-breaks nas principais cidades da Europa”, seguindo-se os produtos culturais, que também estão a recuperar numa tendência essencialmente europeia, o autocarro e os grupos, que estão igualmente “a voltar e com crescimento”. Relativamente a destinos, o grande destaque, diz a responsável, é Cabo Verde, uma vez que “cumpre todos os parâmetros da procura”, sendo um destino próximo, acessível e que oferece sol e praia, seguindo-se Sul de Espanha, Algarve, Norte de África, Turquia, Caraíbas, Baleares e Canárias, bem como alguns destinos mais longínquos, como é o caso do Dubai, muito por culpa dos voos directos da Emirates. Já os operadores mais vendidos pelas agências do agrupamento foram a Soltour, em grande parte devido às Caraíbas, bem como a Solférias, com a Disney e Cabo Verde, e ainda a Nortravel, graças aos produtos culturais. Depois, avançou ainda Maria José Silva, surgem também as centrais de reservas, essencialmente devido aos produtos complementares, como hotelaria e transferes, bem como os cruzeiros, que continuam no Top10 da RAVT por se tratar de “um produto distinto”. I.M.