“A Realidade Aumentada e o Turismo, uma abordagem pós-férias: Os casos Pokémon e… os outros…”, por João Pronto

A tecnologia, do ponto de vista do turista, está literalmente a invadir o turismo em geral, e a hotelaria em particular. Analisemos, portanto, os casos Pokémon Go bem como outras tecnologias que recorrem à abordagem Realidade Aumentada.

Assim, de repente, ou melhor, num piscar de olhos, como tem sido hábito na última meia dúzia de anos, as redes sociais inundaram-se (não só) de referências a experiências turísticas. No entanto, surgiram, em demasiadas referências turísticas (do ponto de vista dos conservadores profissionais de turismo), as palavras “Pokémon Go” e “Realidade Aumentada”.

Nas conversas entre profissionais de turismo, começam a surgir relatos e mais relatos de clientes em que agradecendo a experiência turística, realçam a (in)existência da componente de Realidade Aumentada e/ou da Realidade Virtual, entenda-se a (in)existência de Pokémon para capturar… ou de experiências virtuais mescladas na experiência turística vivida.

A confluência dos dois “mundos” real e virtual é cada vez mais uma evidência no nosso quotidiano contemporâneo, no qual o sector turístico é obviamente uma parte integrante.

Resumidamente e de forma muito superficial mas direta, importa distinguir estes dois conceitos:

Realidade Virtual – Integração, em ambiente tridimensional, através de dispositivos multissensoriais como os óculos de realidade virtual da Samsung.

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Realidade Aumentada (RA) – Estamos perante um sistema de RA quando componentes virtuais desenvolvidas através de foto2programas informáticos interagem, em tempo real, através de um dispositivo computorizado, como por exemplo, um smartphone com o “mundo real”, exemplos: Pokémon Go, onde os “bichos animados” surgem integrados no nosso meio ambiente, designadamente: Casas, Aeroportos, Hotéis, Museus, Universidades, Igrejas, Monumentos,… em que os Pokémon são apanhados através de bolas, também animadas.

Ao lado apresento um exemplo em que um Pokémon surgiu integrado no mobiliário de um Hotel em Lisboa.

No entanto, apesar da tecnologia associada ao jogo Pokémon Go gozar de imensa popularidade, e de ser muito recente, em 2009 já havia, no setor turístico, quem se preocupasse com a aplicabilidade das tecnologias associadas à Realidade Aumentada, como podemos atestar no vídeo infra, em que é possível, através desta tecnologia vivenciar edifícios históricos, com décadas de antecedência.

 
 
 
 
 

Podemos também visualizar uma experiência… diferente nos Hotéis Best Western, onde as crianças podem tirar selfies com Zendaya, sem que esta esteja presente no lobby do Hotel…

O link também está colocado, pela Best Western no Youtube.

Podia continuar a descrever centenas de exemplos de experiências já implementadas no nosso setor turístico, a imaginação é o limite.

Poderão afirmar que ninguém, ou melhor, muitos poucos turistas se deslocarão a um determinado destino ou produto turístico devido à tecnologia que é disponibilizada pela entidade em questão,  e que há muitos mais exemplos de turistas que se fidelizam a um determinado produto ou serviço turístico, devido à qualidade do serviço prestado na experiência turística vivida pelo turista e providenciada por um ou mais profissionais do turismo, mas a verdade é que a tecnologia está cada vez mais omnipresente nas experiências turísticas, porque os turistas assim o exigem, quer os (conservadores) profissionais do turismo gostem ou não!

Não resisto em partilhar uma pequenina e interessante experiência gastronómica, enquanto o jantar não chega…

A Realidade Aumentada já não é ficção científica, muito menos no setor turístico!

Receberemos, a partir de Novembro, a Web Summit, veremos o que o futuro próximo nos reserva neste fluorescente setor de startups

Que a Realidade Aumentada esteja convosco! Relativamente à Realidade Virtual, para já não me pronuncio, ficará para um próximo artigo aqui também na Turisver…