Receita da easyJet totaliza 1.140 milhões de libras e sobe 14,4%

A receita total da easyJet referente ao primeiro trimestre deste exercício que se iniciou em Outubro, registou uma subida de 14,4%, totalizando os 1.140 milhões de libras, representado pelo aumento de 1,4 milhões de passageiros transportados, ou seja, um aumento de 6,6% de receita por assento em moeda comum.

Mo período em análise, a transportadora aérea low cost movimentou 18,8 milhões de passageiros, registando uma subida de 8%, tendo a capacidade aumentado 5,5% para 20,4 milhões de assentos, e com uma taxa de ocupação a situar-se nos 92,1%, o que corresponde a um crescimento de 2,1 p.p.

A receita acessória continua a registar um bom desempenho, tendo aumentado 20%, para 226,3 milhões de libras, impulso conquistado com as iniciativas de definição de preços e produtos, levadas a cabo o ano passado, sobretudo relacionadas com os serviços de bagagem e a escolha de lugares.

Quanto a custos no primeiro semestre deste exercício, a easyJet indica que deveram-se ao aumento de 2,1 p.p. da taxa de ocupação homóloga, às condições climatéricas adversas que levaram ao aumento dos custos decorrentes da remoção de gelo e das perturbações do serviço, às perturbações do serviço devido, principalmente, a movimentos laborais em Outubro, em especial do sector de controlo de tráfego aéreo em França, bem como a acordos de aumentos remuneratórios de tripulação e pilotos, de acordo com a inflação. No entanto, o programa de optimização dos serviços permitiu alcançar poupanças de 28 milhões de libras no primeiro trimestre e compensar estes aumentos.

No que diz respeito ao índice de pontualidade, a companhia também progrediu, com 81% dos voos neste período a chegarem antecipadamente 15 minutos. A easyJet registou 1.051 cancelamentos no primeiro trimestre de 2018, em comparação com os 512 cancelamentos no primeiro trimestre de 2017, sendo as condições climatéricas adversas em Dezembro.

A companhia low cost antecipa que, se excluída a operação Tegel, a capacidade de lugares deverá crescer cerca de 5% no primeiro semestre e mais de 6% durante todo o ano, tendo em conta que aproximadamente 56% das reservas esperadas para o segundo trimestre (excluindo as operações da Air Berlin) foram já garantidas, um pouco acima do ano anterior, estimando igualmente um acréscimo da receita por assento, para o segundo trimestre.