Receitas da Tivoli Hotels & Resorts aumentaram 5% em 2012

Este crescimento esteve no entanto assente nos dois hotéis da cadeia no Brasil. Em Portugal, o aumento das receitas situou-se nos 0,5% face ao ano anterior e assentou nas unidades do Algarve, segundo adiantou ontem Alexandre Solleiro, CEO da Tivoli Hotels & Resorts, durante o habitual Almoço de Reis com a comunicação social. No ano que agora terminou, as receitas da Tivoli Hotels & Rosorts registaram uma subida de 5% face a 2011. No entanto, conforme sublinhou Alexandre Solleiro, CEO da cadeia hoteleira, “o aumento veio quase todo do Brasil”, por via das duas unidades que a Tivoli detém naquele país, concretamente o Tivoli Ecoresort Praia do Forte, na Bahia, e o Tivoli São Paulo – Mofarrej. Mesmo assim, em Portugal, as receitas da cadeia também melhoraram face ao ano anterior, embora neste caso o aumento se tenha cifrado em apenas 0,5%, muito por via das unidades de Vilamoura. Nos hotéis em Portugal, a ocupação média global também subiu, ficando 2,2% acima dos cerca de 60% registados em 2011. Já no que se refere ao RevPar e ao preço médio, os resultados foram diferentes, com o primeiro a estabilizar enquanto os preços médios baixaram. Ainda assim houve diferentes comportamentos entre as regiões, com as receitas obtidas pelo “cluster” de Vilamoura a registarem um significativo aumento de “quase 30%” face às verificadas em 2011. Também em matéria de preços médios o Algarve esteve melhor que Lisboa, conseguindo uma evolução homóloga positiva. Os destaques, entre os hotéis do grupo no Algarve, vão para o Tivoli Victoria e Victoria Residences onde os bons resultados se ficaram a dever, segundo Alexandre Solleiro, aos “segmentos do MICE e do Golfe”. Apesar do aumento da taxa de IVA sobre o golfe, a “agressividade nos pacotes de golfe” do hotel e o facto de estes não repercutirem o aumento de IVA nos preços ao consumidor foram responsáveis pelo bom comportamento deste segmento. Já em Lisboa, a situação foi bem diferente, tendo-se entrado numa “espiral recessiva de preços”, como sublinhou o CEO da cadeia Tivoli. As unidades do grupo ressentiram-se em 2012, com os preços a baixarem entre 2 a 3% face ao ano anterior. Fazendo uma retrospectiva, Solleiro sublinhou que nos últimos 3 anos os preços das unidades de Lisboa da Tivoli registaram uma quebra em torno dos 6%, mesmo assim bastante inferior à registada pela hotelaria da cidade, que se situou nos 12%. M.F.