Receitas dos casinos desceram 11% em 2012

As receitas dos onze casinos nacionais desceram 11,09% no ano passado face a 2011, atingindo 289,6 milhões de euros. Nos últimos quatro anos, a quebra chega já aos 100 milhões de euros, segundo dados da Associação Portuguesa de Casinos, revelados ontem pelo Diário Económico. A difícil conjuntura económica do país e a concorrência do jogo online são os motivos apontados para as quebras sucessivas e que voltaram a sentir-se fortemente em 2012, principalmente a nível dos casinos localizados no Algarve. Nos casinos de Vilamoura, Praia da Rocha e Monte Gordo, todos explorados pelo grupo Solverde, foi onde se sentiu a maior quebra, com os três casinos a somarem receitas de 27,5 milhões no ano passado, menos 16,4% que em 2011. Também explorado pelo grupo Solverde é o Casino de Chaves, que registou uma descida de 14,4%, totalizando 7,2 milhões de euros, enquanto o de Espinho foi o casino explorado pela Solverde que melhor resistiu, apresentando receitas no valor de 41,4 milhões, ainda assim 7,9% abaixo de 2011. E também os casinos explorados pela Estoril Sol apresentaram descidas, com as receitas do Casino Estoril a situarem-se 11,2% abaixo de 2011, ficando-se pelos 63,3 milhões de euros, enquanto o Casino Lisboa teve proveitos de 80,2 milhões, menos 8,9% que no ano anterior, e o da Póvoa de Varzim obteve receitas de 40,7 milhões, menos 13,2%. Situação idêntica apresentam os casinos da Amorim Turismo, com o Casino da Figueira da Foz a descer 11,4%, totalizando 16,5 milhões de euros em receitas, e o de Tróia a apresentar uma quebra de 13,3% nas receitas para 3,2 milhões. Por fim, o casino da Madeira, que é explorado pelo grupo Pestana, fechou 2012 com proveitos de 9,2 milhões, menos 10,6%. I.M.