Receitas dos hotéis Vila Galé atingem 197M€ em 2019

Os 197 milhões de euros representam um aumento de 7% face a 2018, que Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do Grupo Vila Galé, justifica com a abertura de novas unidades. Se olharmos só para as 25 unidades em Portugal, o volume de negócios gerado foi de 115 milhões de euros, mais três milhões que no ano anterior.

Esta segunda-feira, num encontro com a imprensa, Gonçalo Rebelo de Almeida começou por afirmar que o ano que há pouco terminou “ficou praticamente em linha com 2018”, algo que acabou por ser positivo face às perspectivas não muito positivas que o início de 2019 abriu. “O ano de 2019 começou de uma forma que, genericamente, assustou um pouco porque o ritmo de reservas estava um pouco aquém do ritmo verificado em 2018, mas depois veio a ser compensado a partir de Junho e houve uma recuperação”.

Gonçalo Rebelo de Almeida explicou que “temos um ligeiro crescimento nas receitas totais em Portugal, que acabaram por fechar na ordem dos 115 milhões de euros contra 112 milhões em 2018, mas tem essencialmente a ver com a receita adicional dos hotéis novos” e “é por isso que dizemos que ficámos praticamente em linha”.

Ainda no que toca a Portugal, os resultados operacionais terão rondado os 50 milhões de euros, cerca de um milhão a mais que no ano anterior.

Já no Brasil, onde o Grupo tem 9 unidades (3 hotéis de cidade e 6 resorts) as receitas aumentaram 18% para cerca de 370 milhões de reais, o que a um câmbio de 4,5 reais para 1€, significa cerca de 82 milhões de euros.

Para 2020 o administrador da Vila Galé espera um ano semelhante a 2019, embora considere que há que ter “cautelas” devido a “alguns pontos de interrogação”, nomeadamente o Brexit, a possibilidade de novas falências de companhias aéreas ou operadores turísticos e a tendência de crescimento de destinos concorrentes como a Turquia, Marrocos e o Egipto, a que se soma o abrandamento económico da Europa.