Reconversão da estação Sul e Sueste devolve mais Tejo a Lisboa

Com a assinatura, esta quarta-feira, do protocolo de cedência do edifício da Estação Sul e Sueste, pelo Estado, à Câmara Municipal de Lisboa, a capital dá mais um passo na estratégia de reconquistar o Tejo. A gestão do equipamento vai ser do Turismo de Lisboa que investirá 7 milhões de euros para fazer da Estação o novo Terminal de Actividade Marítimo-Turística de Lisboa.

Situada junto ao Cais das Colunas, no Terreiro do Paço, a antiga estação fluvial sul e sueste, instalada num edifício classificado como Monumento de Interesse Público, vai agora ser alvo de reabilitação e dotada de novas funções. Com este projecto irá completar-se a reabilitação da zona ribeirinha central e será criado um polo de animação que vai funcionar como centro de actividade marítimo-turística.

Para além do restauro do edifício, o espaço envolvente será também reabilitado completando assim as obras já realizadas no Terreiro do Paço e Ribeira das Naus e as que se encontram em curso no Terminal de Cruzeiros, Campo das Cebolas e Cais do Sodré.

Isso mesmo foi sublinhado pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, ao afirmar, durante a cerimónia de assinatura do protocolo, que “este projecto era o que faltava, é a última peça no amplo programa de requalificação da frente ribeirinha”. Um programa que, lembrou, foi começado há cerca de uma década, quando António Costa era o presidente da autarquia.

O início das obras ainda não tem data marcada mas, segundo Vítor Costa, director-geral da ATL, deverão estar terminadas no final do próximo ano.

Na apresentação do projecto, Vítor Costa explicou ainda que vão ser recuperados os dois pontões já existentes, para embarcações de maior porte, estando prevista a construção de um terceiro para receber barcos mais pequenos.

Resultado de uma parceria entre o Ministério do Planeamento e das Infra-estruturas, a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação Turismo de Lisboa, este projecto visa “criar boas condições operacionais e financeiras para o desenvolvimento das actividades marítimo-turísticas que aproveitem o rio para passeios, circuitos e outros programas; dar visibilidade a estas actividades numa zona central de grande concentração turística, estimulando a sua utilização pelos turistas e pelos residentes” bem como “desenvolver sinergias e partilhar serviços entre operadores”.