Reconversão do Convento de S. Paulo é “motivo de diferenciação e orgulho”

Foi assim que o ministro da Economia, se referiu sexta-feira, ao projecto do Grupo Vila Galé para a reabilitação e reconversão do Convento de São Paulo, em Elvas. O governante falava à margem da assinatura do contrato de exploração do edifício, actualmente em ruínas.

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“O convento de São Paulo estava em ruínas e a degradar-se e desta forma vai poder ser aproveitado e ser aberto a todos, turistas e população local, que dele vão poder usufruir”, sublinhou o ministro. “Tenho a convicção que este vai ser um projecto vencedor”, afirmou Manuel Caldeira Cabral, acrescentando que a reconversão do Convento agora em ruínas “vai ser um motivo de diferenciação e orgulho para esta cidade porque se tratava de um espaço que estava a degradar a imagem da cidade e que agora vai ser recuperado” e, por via disso, “trazer turistas e animação para o centro da cidade”.

O contrato de exploração do Convento de São Paulo pela Vila Galé, assinado sexta-feira em Elvas, insere-se no programa REVIVE, com o ministro a lembrar que “estes projectos diferenciadores que estamos a lançar com o programa REVIVE podem ter uma dupla função: uma função de ajudar a recuperar o nosso património, que é uma herança de grande responsabilidade que recebemos e por outro lado, com a valorização do património, vão também ajudar a dar uma imagem mais positiva do turismo em Portugal, a atrair novos públicos e a criar dinamização de actividade, de animação cultural e económica aos centros das novas cidades”.

Para o governante “é muito simbólico que se comece aqui em Elvas porque uma proporão grande destes 30 espaços que estamos a lançar fica no interior e um dos objectivos que temos é que a actividade turística se desconcentre e Elvas, património da Humanidade, é uma das zonas que já muitos turistas encontraram mas muitos outros ainda não, uma zona que tem muito a descobrir, em termos de património, de bom acolhimento e de boa gastronomia”.

Elvas encontrou um “parceiro para fazer deste património algo produtivo” e “valorizar o que é o nosso património e a nossa tradição”, sublinhou o ministro, elogiando a autarquia “pela determinação com que abraçou este projecto”.

O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, destacou a satisfação proporcionada pela assinatura do contrato, ressalvando no entanto que “vale mais um compromisso, do que uma assinatura”. Sublinhou igualmente a importância das parcerias para que projectos como este possam ver a luz do dia. Este projecto, “pioneiro no programa REVIVE” que visa a recuperação do património degradado do Estado, isso tornou-se possível com “uma parceria entre os Ministérios das Finanças, da Cultura e da Economia e a Câmara Municipal de Elvas”, afirmou.

Também o presidente do Grupo Vila Galé elogiou a cidade de Elvas que “é uma cidade linda e será um grande destino” e o presidente da autarquia cujo “entusiasmo me fez contagiar, tanto que a primeira vez que vim visitar o projecto fiquei convencido”. Jorge Rebelo de Almeida deixaria também um desafio, ao considerar que “a imagem militar de Elvas é algo a explorar”naquilo que pode aportar de “diferenciação” e “valorização daquilo que é verdadeiramente português”.