Reguengos de Monsaraz aposta na valorização do seu turismo

O presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, pretende “estimular e aumentar o fluxo turístico que vem de Espanha, nomeadamente da Estremadura e da Andaluzia”, e “estamos a trabalhar com intensidade através da comunicação social e da nossa presença em feiras de turismo no sul do país vizinho e em Madrid”.

José Calixto usava da palavra na presentação, em Évora, do projecto para a criação de um Centro Interpretativo e de Acolhimento Turístico no edifício histórico do antigo Café Central, em Reguengos de Monsaraz.

Nesta sessão foram igualmente apresentadas as propostas que vão ser desenvolvidas em Évora e Montemor-o-Novo e que também integram o projecto promovido pela CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, denominado “Centros de Acolhimento Turístico e Interpretativos de Évora e Alentejo Central”.

O autarca explicou a estratégia do município na área da promoção e do desenvolvimento turístico, abordando o aumento de turistas na vila medieval de Monsaraz, o sector do vinho que produz quase 30 milhões de litros por ano, o crescimento dos enoturismos da região, que superaram as 60 mil visitas no ano passado, a olaria e o artesanato, o astroturismo, o Cante alentejano e o Lago Alqueva, mas também a Cidade Europeia do Vinho 2015, que “trouxe notoriedade para o concelho e impulsionou a criação da marca territorial Capital dos Vinhos de Portugal, que a partir deste ano vamos promover no nosso país e nos principais mercados internacionais”.

Sobre o Centro Interpretativo e de Acolhimento Turístico, José Calixto sublinhou que “é um projecto de requalificação de um edifício emblemático de Reguengos de Monsaraz, inaugurado há 140 anos, está enquadrado numa estratégia de valorização do centro da cidade e vai regenerar o imóvel com uma nova vida e com capacidade para receber e acolher devidamente os turistas, transmitindo-lhes tudo o que podem visitar no concelho, em conjunto com uma simpatia que lhes dê vontade de prolongar a sua estadia”.

O Centro Interpretativo e de Acolhimento Turístico, projecto da autoria do arquitecto da autarquia Miguel Singéis, prevê uma zona de atendimento turístico, mas também uma área de exposição, degustação e venda de produtos locais e regionais aos munícipes e turistas. Neste espaço ficará concentrada toda a oferta do concelho disponibilizada aos turistas, como o vinho, a gastronomia, os azeites, a olaria, os enchidos, os queijos, as mantas alentejanas, as ervas aromáticas, o pão, entre outros.