Reino Unido simplifica regras de vistos para atrair turistas chineses

O Reino Unido decidiu simplificar as regras de atribuição de vistos para atrair os turistas chineses, uma informação que foi avançada durante o fim-de-semana pelo chefe do Tesouro britânico, George Osborne, no início de uma missão comercial de cinco dias à China. As alterações vão simplificar o acesso dos turistas chineses aos vistos de entrada no Reino Unido, reduzindo também a morosidade do processo, existindo ainda alterações na regulamentação para os guias turísticos chineses que acompanhem grupos em viagem pelo Reino Unido. Uma das principais alterações previstas é o lançamento de um visto de urgência, num processo que deverá demorar apenas 24 horas e que poderá vir a contar também com equipas que se desloquem até ao requerente do visto, de forma a recolher os formulários e os seus dados biométricos. Actualmente, os turistas chineses precisam de dois vistos para entrarem no Reino Unido, um que lhes permite a circulação na Europa e outro para entrada no país, um procedimento que para os especialistas nestas matérias é demasiado burocrático e que, na prática, tem afastado os turistas chineses de território britânico. Com as mudanças anunciadas pelo chefe do Tesouro britânico, os turistas chineses deixam de ter que pedir um segundo visto para entrar no Reino Unido, passando também a dispor de uma aplicação móvel que deverá facilitar ainda mais o processo e que será lançada no próximo Verão. Anunciada foi também a possibilidade dos guias turísticos chineses poderem acompanhar grupos em visitas ao Reino Unido usando unicamente o formulário correspondente ao espaço Schengen, que é aplicado a 22 dos 28 países da União Europeia, bem como à Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O anúncio da simplificação das regras para obtenção de vistos por parte dos turistas chineses está a ter um forte impacto no Reino Unido, uma vez que é a primeira aproximação entre os dois países depois de um diferendo no ano passado devido à recepção do Dalai Lama por parte do primeiro-ministro britânico, David Cameron, ao contrário do que a China pretendia. I.M.