Relatório Amadeus conclui que turismo vai viver década de crescimento sustentado

Encomendado pela Amadeus, o relatório prevê o crescimento de 5,4% ao ano, nos próximos 10 anos, do número de viagens e antecipa que os grandes mercados emergentes vão liderar este crescimento, com a China a tornar-se no maior mercado emissor já este ano e o maior mercado interno em 2017. Ao longo da próxima década, a indústria das viagens deverá crescer de forma sustentada, com aumentos de 5,4% ao ano, ultrapassando os crescimentos médios anuais que se verificaram durante os anos da crise (4,1%). Os mercados emergentes vão impulsionar o crescimento, com destaque para a China que deverá ultrapassar os Estados Unidos transformando-se, já este ano, no maior mercado emissor mundial, com o número de famílias chinesas capazes de pagara sua viagem no exterior a duplicar nos próximos 10 anos, alcançando os 220 milhões. Por outro lado, em 2017, a China será também o maior mercado interno, impulsionada pelo aumento do PIB, do emprego e dos gastos dos consumidores. Nesta trajectória de crescimento, a China deverá ser acompanhada por outros mercados emergentes como a Rússia, o Brasil, a Índia, a Indonésia e a Turquia. A crescer, na próxima década, estarão as viagens de negócios, catapultadas pelo desenvolvimento das relações entre o Ocidente e o Oriente, no entanto, dentro do mundo ocidental, este tipo de viagens não deverá chegar aos níveis anteriores a 2008 até que se atinja o ano 2018. Também no que se refere às viagens aéreas serão os países emergentes a liderar o crescimento, tal como deverá acontecer em termos da procura por hotéis internacionais. Mas, mesmo com a Ásia a crescer quatro vezes mais, a Europa irá manter a liderança. “A indústria do turismo está a ganhar força e a mudar à medida que emerge da recente recessão nos países desenvolvidos. O desenvolvimento da China é um importante motor, mas de facto existem muitos factores mais subtis também em jogo. A mudança dinâmica competitiva e a persistência de comportamentos novos que surgiram durante a recessão são ambos os principais indicadores impactantes do sector”, disse a propósito Andrew Tessler, Associate Director, Oxford Economics e autor do relatório. M.F.

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