Revive: Convento do Carmo em Moura dá 1º passo na reabilitação para fins turísticos

O memorando de entendimento para reutilização do Convento do Carmo, em Moura, através do programa Revive, que prevê ceder monumentos públicos a privados para serem recuperados e usados para actividades turísticas, é assinado esta sexta-feira, por cinco entidades.

O contrato vai ser assinado entre o município de Moura, a Direcção Geral do Tesouro e Finanças, a Direcção Geral do Património Cultural, a Direcção Regional da Cultura do Alentejo e o Turismo de Portugal, numa cerimónia marcada para sexta-feira, às 12:00, na Igreja de N. Sra. do Carmo, em Moura, que faz parte do convento.

Em declarações à Lusa, Santiago Macias, presidente da Câmara de Moura, no distrito de Beja, indica que através do memorando, as entidades envolvidas “acordam trabalhar em conjunto para se encontrar uma solução para a recuperação e a reutilização do Convento do Carmo por privados”, numa metodologia que ainda “não está definida com rigor” para escolha do projecto de recuperação e reutilização do convento e do investidor.

O Convento do Carmo, propriedade do Estado, é o único imóvel do distrito de Beja e um dos seis imóveis do Alentejo a integrar o Revive. Situado na avenida do Carmo, no centro histórico de Moura, trata-se do primeiro convento da Ordem dos Carmelitas a ser fundado na Península Ibérica, em 1251, constituído pela Igreja de N. Sra. do Carmo e por um claustro, que juntos compõem um conjunto classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1944, e por um complexo conventual, que no entanto sofreu profundas transformações ao longo do século XVI, dispondo hoje de vários elementos decorativos manuelinos e renascentistas que coexistem com os poucos vestígios góticos.

De acordo com o Revive, toda a área do convento, à excepção da igreja, vai ser afecta à concessão a privados no âmbito do projecto.

O programa Revivei, lançado há seis meses, já despertou interesse em perto de duas centenas de investidores. Na prática, o Estado assina um contrato de concessão, que permite investimento privado. O processo realiza-se através de concursos públicos e a concessão pode ser válida por um período que varia entre 30 a 50 anos e que pode ser, ou não, renovado.

O Convento de São Paulo, em Elvas e os Pavilhões do Parque, nas Caldas da Rainha são os dois primeiros projectos a avançar, com a abertura de duas unidades hoteleiras.

Por agora, o programa Revive engloba uma lista de 30 edifícios, mas o Governo admite ampliar a medida a outros locais do património público.