Rede Caminhos pretende reduzir assimetrias regionais

A Bolsa de Turismo de Lisboa viu, esta quarta-feira, ser apresentada a nova rota cultural Caminhos, que liga 13 municípios da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e resulta de uma vontade política de promover uma coesão com base numa programação cultural em rede.

O projecto Caminhos integra três roteiros de formação e animação cultural associados a elementos que unem a região internamente, nomeadamente as linhas de ferro, os leitos dos rios Tejo e Zêzere e as estradas. Os 13 municípios, nomeadamente Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila do Rei e Vila Nova da Barquinha, foram divididos nestas três áreas, com base nos seus acessos. Em Abril a rede inicia com o Caminhos do Ferro, continua em Julho com os Caminhos da Água e termina em Outubro com os Caminhos da Pedra.

Também o programa se divide em três, por percursos históricos, lendas e percursos gastronómicos. Para dinamizar a rota cultural foram convidados diversos artistas que têm uma relação próxima com o território a estarem presentes neste, através de residências artísticas, workshops e uma vasta programação adaptada a famílias. O intuito é que se tire partido do território, mas também das suas vivências, valorizando histórias e rostos. O projecto desafia a comunidade local e os seus vários agentes, trabalhando várias áreas disciplinares e dividindo-se anualmente nos três ciclos previamente referidos, que se sucedem.

A rota é um projecto desenhado através de diversos níveis complementares. Existe um mapa explicativo da programação, em que em cada dia visam mais de 12 ofertas no território, à medida que se descobrem restaurantes, património natural e património edificado, sendo que a partir da próxima semana será lançado um site oficial que mostra este vasto programa.

Segundo Maria do Céu Albuquerque, presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, “o nosso território tem elementos distintivos” que passam pela “diversidade e riqueza do nosso património”, mas também “pelas excelentes acessibilidades, pois estamos no Centro de Portugal, verdadeiramente”. Dadas estas valências, o projecto de programação cultural em rede pretende que “haja uma afirmação turística, com base numa estratégia de cooperação de base territorial, de forma a ligarmos a oferta de Portugal e para que possamos consolidar uma massa crítica urbana capaz de alargar o público-alvo e de reduzir as assimetrias regionais”.