Rota Vicentina preocupada com ameaças sobre o território

O Conselho Geral da Rota Vicentina, constituída por 23 entidades públicas e privadas, exigem intervenção urgente do Governo relativamente às ameaças da prospecção e exploração de hidrocarbonetos e da agricultura intensiva na costa alentejana e vicentina, nomeadamente no Parque Natural do Sudoeste Alentejo e Costa Vicentina.

O manifesto pede suspensão imediata dos contratos de prospecção e exploração de hidrocarbonetos “até que sejam dados os devidos esclarecimentos públicos”, por “não estarem respondidas questões várias de suprema importância para a região e também para o país”.

No segundo manifesto, a entidade pretende uma posição governamental urgente às dificuldades de compatibilização entre agricultura intensiva e valorização dos recursos endógenos do Parque Natural do Sw Alentejano e Costa Vicentina e do Perímetro de Rega do Mira, por acreditar “que existem soluções que devem ser trabalhadas para o desenvolvimento da agricultura em moldes que respeitem mais eficientemente os recursos endógenos da região”.

Refira-se que a Associação Rota Vicentina foi criada em 2013, fruto de parcerias várias com as instituições públicas e privadas, para desenvolver e promover o turismo sustentável na Costa Alentejana e Vicentina, abrangendo 5 concelhos (Sines, Santiago do Cacém, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo) e duas regiões de Portugal: o Alentejo e o Algarve. Conta hoje com cerca de 190 associados, dos quais 140 são empresas locais e 25 são operadores turísticos de âmbito internacional.