Seminário Maior de Coimbra já pode ser visitado

O Seminário Maior de Coimbra, edifício com mais de 250 anos e com uma riqueza arquitectónica e patrimonial surpreendente, passou a estar de portas abertas, podendo agora ser descoberto em visitas guiadas.

Quem nunca entrou no Seminário, situado no coração da cidade, ao lado do Jardim Botânico, não imagina a magnificência dos espaços que podem agora ser visitados. Estes foram mostrados aos jornalistas numa visita guiada conduzida pelo Padre Nuno Santos, reitor do Seminário Maior de Coimbra, que contou as muitas histórias do edifício, de raiz italiana, após uma conferência de imprensa promovida pelo Turismo de Portugal, o Seminário Maior de Coimbra e o Grupo Gala, empresa que promove o espaço e coordena as visitas.

Miguel Martins, director-geral do Grupo Gala, explicou como vão funcionar as visitas guiadas, que acontecerão de hora a hora, entre as 10h e as 12h e as 14h e as 19h, de segunda-feira a sábado. A duração será de 50 minutos e o preço é de 5 euros.

Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, destacou na conferência de imprensa o casamento feliz entre a actividade turística e a cultura. “Nem sempre foi bem visto tirar partido do património para atrair visitantes”, indicando ainda que “felizmente, hoje percebemos que acontece o contrário”, até porque “e muito fácil aproveitar o fluxo de visitas para preservar e requalificar o património”.

O presidente do Turismo Centro de Portugal sublinhou ainda a importância deste momento para a cidade de Coimbra, a nível turístico. “Este espaço permite a quem visita Coimbra alargar o espaço de visitação para além do percurso entre o Largo D. Dinis e a Largo da Portagem”, e como consequência, “aumenta a taxa de permanência, com reflexos na taxa de ocupação hoteleira, na restauração, no comércio… enfim, em toda a cadeia de valor da actividade turística”.

Mandado construir pelo Bispo Conde D. Miguel da Anunciação, as obras do Seminário Maior de Coimbra iniciaram-se com dinheiro proveniente da sua fortuna pessoal. O projeto, de traço e gosto italiano, é da autoria do arquiteto italiano Giovani Tamossi. A primeira pedra foi lançada a 16 de julho de 1748 e dez anos depois recebia os primeiros alunos. Foi solenemente inaugurado a 28 de outubro de 1765.

Os espaços agora abertos ao público são o Refeitório, a Escada em Caracol, a Capela de S. Miguel, os Aposentos Episcopais, a Varanda do Mondego, a Biblioteca Velha, a Sala dos Azulejos e a Igreja da Sagrada Família.