SET apela à associação empresarial no turismo

O secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, apelou ontem à associação empresarial no sector turístico, considerando que ?este é um sector muito atomizado?, desde logo ao nível associativo mas também empresarial, o que impede o desenvolvimento do sector a nível nacional. ?O turismo é atomizado a vários níveis mas principalmente a dois?, considerou o governante, acrescentando que ?nenhum sector se agiganta com uma estrutura empresarial desconfiada da associação e da gestão partilhada?. Na opinião do responsável, que falava na apresentação do estudo ?Mais Competências!Melhor Turismo??, ontem apresentado pela Confederação do Turismo Português (CTP), esta ?atomização empresarial? não favorece a ?profissionalização da gestão?, que é, considerou, ?um segmento importante para responder aos principais desafios do sector em Portugal?. ?Os alunos das Escolas de Hotelaria e Turismo precisam de aprender como gerir de forma articulada com os concorrentes e sem perder a identidade dos seus projectos. Precisam de saber por onde começar e como fortalecer parcerias com os concorrentes, como se internacionalizarem em parceria com os concorrentes porque sem isto a promoção não é eficaz e a sua gestão pode comprometer o sucesso e um bom projecto pode mesmo ficar pelo caminho?, afirmou Mesquita Nunes durante a sua intervenção. Relativamente ao estudo da CTP, o secretário de Estado do Turismo considerou que a associação empresarial e a profissionalização da gestão devem ser competências prioritárias a desenvolver, tal como a aposta ?na diversificação e inovação dos serviços?, na adaptação do ?sector às tecnologias da informação e comunicação? e na ?qualificação global?, procurando também conhecer a procura. Neste sentido, Adolfo Mesquita Nunes considera que é essencial reflectir sobre a forma como os mecanismos financeiros sobre a sua tutela podem responder a estas necessidades, considerando, no entanto, que os mesmos não estão aptos para tal. ?É por isso que me parece essencial reflectir sobre de que forma os mecanismos de financiamento que eu tutelo estão aptos a responder a estas necessidades, à necessidade de promover o associativismo ou a concentração empresarial, a necessidade de promover a área de negócio da gestão hoteleira e de equipamentos alheios, nomeadamente equipamentos em dificuldades, há necessidade de capacitar a qualificação das pequenas e médias empresas. A meu ver, os mecanismos de financiamento não estão aptos a responder a estar realidades?, afirmou. I.M.