SET: Fátima e Turismo Religioso devem ser “âncoras” para promoção do país

“O turismo tem que perceber e aproveitar os momentos-chave que tem no seu país para promover”. Este ano esses momentos estão ligados a Fátima e ao Turismo Religioso, sendo esta a “âncora” da promoção de Portugal em 2017, uma “âncora” que deve ser aproveitada por todos “sem preconceitos” e numa lógica de “interesse comum”, afirmou esta quinta-feira, em Fátima, a secretária de Estado do Turismo.

Ana Mendes Godinho falava na sessão de encerramento do seminário “Dando as boas vindas ao papa: o turismo e os grandes eventos religiosos”, que decorreu esta quinta-feira em Fátima, integrado no 5.º Workshop Internacional de Turismo Religioso que classificou como “caso de sucesso na aproximação entre quem vende e quem compra”.

Segundo a governante, foi nesta estratégia de aproveitamento dos grandes momentos do país que o ano passado se identificou Fátima e o Turismo Religioso como âncora da promoção para 2017 “numa lógica de, sem preconceitos, trabalharmos em conjunto naquilo que é o interesse comum” e este, afirmou, dita que se aproveite esta âncora Fátima, com dois momentos históricos, o Centenário das Aparições e a vinda do Papa, “para promovermos Portugal como destino de caminhos, de encontro de soluções, de diálogo e de paz”.

Ana Mendes Godinho referiu-se aos “grandes desafios” que temos pela frente e que “exigem coordenação e trabalho articulado”, caso do projecto que o Governo quer lançar ainda este ano, e que tem a ver com “ dinamização e promoção dos Caminhos de Fátima”. Através dele o Governo “assume claramente que interessa promover Fátima como destino ao longo do ano e não só em dias-chave”, tendo como objectivos “mostrar que Fátima é o destino de um caminho de um percurso individual de cada um e percurso de espiritualidade” e “promover cada vez os caminhos de Fátima com percursos seguros e com itinerário de fruição espiritual ao longo do ano”.

Confessando estar a “usar permanentemente” o calendário de acções do Centenário para comunicar o que está a acontecer em Fátima durante todo o ano, deixou um repto aos participantes para que “saibamos aproveitar estas oportunidades, deitemos abaixo os preconceitos que às vezes ainda temos, as capelinhas que muitas vezes ainda existem, para que trabalhemos em conjunto para termos um produto comum que todos saibamos comunicar” e para que “o Centenário de Fátima sirva também para mostrarmos cada vez mais Portugal como um lugar de encontros, num país que sabe acolher todos, que constrói pontes entre mundos muito diferentes, um país de diálogo que é um lugar de esperança e de paz”.