SET: ?Não existe receita mágica? para uma promoção consensual

Para o secretário de Estado do Turismo ?não existe uma receita mágica? que permita ao governo elaborar uma estratégia de promoção que consiga unanimidade, principalmente num momento em que os recursos são escassos. Daí que se proponha ?trazer os privados para a estratégia de promoção?. Mesquita Nunes falava na conferência ?Estratégias de Internacionalização no Turismo: Oportunidades e desafios? que ontem se realizou na Universidade Católica. Trazer os privados para a promoção significa incluí-los na definição da estratégia ?mas também para parte do financiamento?. Neste sentido, o secretário de Estado pretende criar, já a partir do próximo ano, ?uma associação nacional, entre públicos e privados, que possa ter uma parte dos encargos da promoção?. O modelo, que deverá envolver a CTP, é visto por Adolfo Mesquita Nunes como ?uma tentativa de encontrarmos um maior consenso naquilo que deve ser a promoção?. Acreditando que limitações orçamentais sempre existirão, o SET explicou que esta associação entre públicos e privados permitirá ?ter maior orçamento porque vai permitir concorrer a fundos comunitários e dotar as empresas de mecanismos que elas não têm?. Numa intervenção em que explicou algumas das opções tomadas pelo governo em matéria de promoção turística, o governante falou também de competitividade. Afirmando que ainda ?há muitas alterações a fazer para tornar o sector mais competitivo?, Mesquita Nunes referiu-se a algumas acções que estão a ser postas em prática neste âmbito, nomeadamente em matéria legislativa. Referiu-se, nomeadamente ao Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos ainda em vigor que considerou estar vocacionada para a oferta e não para a procura. Daí que tenha sublinhado a necessidade de ?impedir? que este diploma ?possa ser um empecilho a novos segmentos de mercado? e, ao invés, permita que o sector se torne mais competitivo. A conferência ?Estratégias de Internacionalização no Turismo: Oportunidades e desafios? contou ainda com intervenções de André Jordan, presidente do Grupo André Jordan, Mário Ferreira, CEO da DouroAzul e Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Conselho de Administração do Grupo Vila Galé. M.F.