Soltrópico com aumento de facturação a dois dígitos

No fim de semana passado na Madeira, que serviu como agradecimento ao trabalho dos agentes de viagens e como meio de apresentação da programação para a próxima época alta para o operador turístico, o réveillon, o director de operações da Soltrópico anunciou um total de facturação de 24 milhões e meio de euros de Janeiro até ao fecho de Setembro.

Fernando Bandrés, director de operações da Soltrópico, falou de um crescimento superior a 10% nas vendas da casa em todos os destinos, relativamente ao fecho de Setembro. De Janeiro de 2017 até 30 de Setembro deste mesmo ano o volume de facturação visa os 24 milhões e meio de euros, crescimento comparado com os 21 milhões de euros registados no período homólogo de 2016. “O crescimento do número de passageiros está um pouco abaixo, o que indica que o preço médio de pacote está a subir”, atesta.

Desde que há cerca de quatro anos foi feita uma selecção no portefólio do operador turístico que este tem verificado um crescimento a dois dígitos anualmente. Um “dado curioso”, segundo Bandrés, foca-se em destinos em que se achava ter atingido um tecto e em que se continua a crescer, como é o caso de Cabo Verde, muito devido a operações de Verão alargadas, em principal a partir do Porto.

O top 5 de destinos Soltrópico, o que o seu director de operações vê como o “cartão-de-visita” do operador turístico, são Cabo Verde, Brasil, Marrocos, Madeira e São Tomé e Príncipe, em ordem decrescente. Já para a programação do Verão 2018, a Soltrópico quer apresentar novidades no seu portefólio, com Fernando Brandrés a afirmar querer “abrir um pouco o leque de destinos que fazem parte da casa”.

O evento na Madeira serviu também para apresentar a programação Soltrópico para a passagem de ano, com dois charters para a Boavista, dois para o Sal e um Lisboa-Marraquexe e com as novidade de um charter Porto-Marraquexe e Lisboa-Salvador, bem como a programação regular para a Madeira e Porto Santo. As vendas para o réveillon estão “a correr surpreendentemente bem para o destino Brasil”, com uma ocupação de mais de 90%. O voo é operado pela Sata num Airbus A330, com capacidade para 283 passageiros.

Com o sucesso da operação charter para o Brasil, Fernando Bandrés fala na possibilidade de fazer fretamentos em outras épocas altas do ano, como a Páscoa e o Carnaval. “Obviamente não conseguimos fazer isso de uma forma alargada, durante o ano, mas estamos a estudar a possibilidade de ir começando a programar o Brasil em charter”, informa.