South African Airways “à beira da falência”

A South African Airways aproxima-se a largos passos da “bancarrota”, segundo informação entregue ao parlamento sul-africano e partilhada pela BBC. Prevê-se que a companhia aérea da África do Sul deixe de pagar salários aos seus trabalhadores num futuro próximo.

A declaração, apresentada aos deputados do parlamento sul-africano e partilhada pela BBC, mostra uma companhia aérea com graves problemas financeiros. Informa que a SAA não conseguiu pagar as suas contas em Julho, sendo que os números podem melhorar até Outubro, mas apenas com um empréstimo por parte do seu accionista, o Governo Sul-Africano. Ainda assim, prevê-se que a situação se volte a deteriorar em Dezembro com previsão de grandes perdas em caixa.

No passado mês de Julho, o Tesouro liquidou um empréstimo do Standard Chartered Bank, que se recusou a prorrogar. O ministro das Finanças sul-africano, Malusi Gigaba, revelou que a SAA pediu ao Tesouro ajuda para a recapitalização da companhia aérea, em Março deste ano. A resposta será dada em Outubro, com Gigaba a fazer algumas exigências, afirmando que os quadros da companhia aérea devem demonstrar ao público que merecem a ajuda do estado.

A companhia aérea tem vindo a perder dinheiro em cada um dos últimos sete anos, com Musa Zwane, que lidera a transportadora nos últimos 18 meses, a elaborar uma estratégia de recuperação desde Janeiro deste ano. Ainda assim, segundo um plano traçado pelo ministro das Finanças, cabia ao mesmo indicar um novo CEO para a SAA. Gigaba elegeu Vuyani Jarana, actual executivo da Vodacom, que vai assumir este cargo uma vez que a empresa de comunicações o liberte das suas funções.

Alf Lees, o deputado das Finanças da oposição Democratic Alliance, acusa que “essencialmente, eles [SAA] estão insolventes e deviam ter solicitado uma liquidação”. “Acreditamos que os directores estão a violar os valores do país ao continuar a negociar com imprudência, sabendo que a SAA não poderá cumprir os seus compromissos financeiros e sem qualquer garantia que o seu accionista esteja preparado para continuar a resgatá-los”, continua.