Sucesso do turismo assenta nas pessoas

“Pessoas”. Este foi o tema da X Conferência Anual do Turismo que se realizou sexta-feira no Funchal, organizada pela Delegação Regional da Madeira da Ordem dos Economistas. Reflectir sobre a importância das pessoas na construção do produto turístico era o objectivo e se algo ficou claro foi que apesar de a tecnologia, a conectividade, a sharing economy, terem vindo para ficar, as pessoas continuam a fazer a diferença.

Esta ideia começaria a desenhar-se logo na sessão de abertura, onde o presidente do Turismo de Portugal deixou claro que há que apostar e valorizar os recursos humanos o que passa por mais e melhor formação mas também pelo “reconhecimento”, pela “valorização” e pela “promoção das pessoas” que fazem o turismo e pela valorização dos seus salários. É que, segundo Luís Araújo, os resultados do turismo “não são fruto da conjuntura” mas acontecem porque “há muitos profissionais a fazer muito e a fazer bem” e estes têm que ser reconhecidos através da “valorização de salários”.

Na mesma linha, André Barreto, presidente da Delegação Regional da Madeira da Ordem dos Economistas, destacou a importância que as pessoas assumem nas empresas de turismo – “as empresas são as pessoas que lá trabalham”, disse – e defendeu que “os recursos humanos devem ser retirados da rubrica das despesas e entrar na do investimento”.

De pessoas falou também o ex-secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes. Numa intervenção centrada naquilo que a geração Millenium procura, em que destacou a importância dessa “ferramenta poderosíssima” que é a Big Data e em que afirmaria mesmo que nos dias de hoje, nos hotéis, “o wi-fi é mais importante que a água quente”, Mesquita Nunes defendeu que um destino turístico nunca o será sem a autenticidade das suas gentes, e que a tecnologia não pode fazer esquecer que turismo são pessoas.

Já no encerramento, também Eduardo Jesus, secretário Regional da Economia, Turismo e Cultura da Madeira, afirmaria que o turismo “é a indústria mais humanizada que existe. As pessoas são a procura e são também a oferta do próprio negócio”. Para o governante, “o turismo tem esta particularidade: é feito por pessoas, para pessoas, através de pessoas”.

Eduardo Jesus iria mesmo mais longe ao afirmar que “muito mais do que a tecnologia que suporta o destino” aquilo que atrai o turista à Madeira é “a forma como se transmite [fusion_builder_container hundred_percent=”yes” overflow=”visible”][fusion_builder_row][fusion_builder_column type=”1_1″ background_position=”left top” background_color=”” border_size=”” border_color=”” border_style=”solid” spacing=”yes” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” padding=”” margin_top=”0px” margin_bottom=”0px” class=”” id=”” animation_type=”” animation_speed=”0.3″ animation_direction=”left” hide_on_mobile=”no” center_content=”no” min_height=”none”][o destino], como se organiza a oferta e como se gere a expectativa daqueles que nos procuram”. Não esquecendo que “o turismo tem a ganhar com a introdução da tecnologia”, o secretário Regional frisaria no entanto que “aqueles que nos procuram, procuram também as pessoas”.

*O Turisver.com esteve no Funchal a convite da Delegação da Madeira da Ordem dos Economistas

** Leia a reportagem completa na próxima edição da revista Turisver[/fusion_builder_column][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]