Surf gera impacto de 400M€ na economia nacional

A indústria do surf tem actualmente um impacto estimado de 400 milhões de euros na economia nacional, valor que poderá aumentar de forma exponencial se Portugal conseguir atrair e fixar mais eventos de ordem mundial e se houver uma aposta a nível turístico na modalidade, de acordo com o debate “A onda do Surf em Portugal terá impacto na Economia?”, que decorreu a 23 de Abril, na Católica Lisbon School of Business & Economics. De acordo com os dados avançados por Francisco Simões Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas, a modalidade já tem um impacto de 400 milhões de euros na economia nacional, entre indústria, serviços e eventos associados ao desporto. Francisco Simões Rodrigues destaca o retorno da Liga Moche/WTC que, através de eventos associados, gera benefícios de 25 milhões de euros, bem como a importância da comercialização de produtos relacionados com o surf, uma vez que 37,5% da população adquire este tipo de produtos mesmo sem praticar a modalidade. “Exemplos como estes fazem-nos prever que o impacto deste desporto na economia nacional pode ser muito superior se o Surf for visto pelos diversos players como um negócio lucrativo”, afirmou o responsável durante o debate. Francisco Simões Rodrigues considera que o país tem todas as condições para se afirmar como um destino de surf e diz que “Portugal goza de um estatuto ímpar na Europa, dado a sua localização geográfica, condições e marítimas”, sendo “reconhecido na modalidade como a ‘Califórnia da Europa’”. O responsável considera que a indústria do surf tem um enorme potencial para se afirmar como um produto turístico complementar ao ‘Sol&Praia’, já que não sofre da sazonalidade podendo ser praticado 365 dias por ano. Já João César das Neves, professor de Economia da Católica-Lisbon School of Business & Economics e moderador do debate, considera que “o principal impacto é psicológico”, uma vez que o surf promove “uma imagem de dinamismo, modernidade e progresso do país”, uma vez que, a nível da atracção de turistas, o surf “não é pouco importante em termos quantitativos, mas o aumento de turistas devido a esta actividade, embora significativo, está ao nível de muitas outras actividades”. De acordo com dados da Associação Nacional de Surfistas, existem mais 200 mil praticantes de surf no país, sendo que 99% destes fazem-no de forma amadora. O perfil do surfista nacional é maioritariamente masculino com uma idade média de 28 anos, com grau académico superior e profissionalmente activo, praticando o desporto uma média de duas vezes por semana. I.M.