Symphony of the Seas: muito mais que um cruzeiro

“Um produto fantástico”, “uma experiência única”. É assim que Francisco Teixeira, director-geral da Melair classifica o Symphony of the Seas, 25º navio da frota da Royal Caribbean International e o maior do mundo. Seja porque é um produto diferente, seja porque é o maior, o mercado português está a reagir – e bem – ao quarto navio da classe Oasis que este Verão estará a fazer cruzeiros no Mediterrâneo, à partida de Barcelona.

Pela dimensão – é o maior navio do mundo -, porque é um imenso resort sobre as águas e funciona como um destino, o Symphony é “uma experiência de férias interessante”, comentou Francisco Teixeira. Em conversa com jornalistas do trade convidados a embarcar na aventura de conhecer um navio desta dimensão, diria que o navio encerra em si um “vasto conjunto de experiências” e que “é um navio que as pessoas deviam experimentar”, justificando: “não digo isto por se tratar do maior navio do mundo porque em cruzeiros o que existe é o itinerário que quero fazer, a semana que quero passar desta ou daquela maneira. Se for com menos crianças e menos famílias terei que escolher um navio mais pequeno, se quiser mais diversão, mais opções de escolha em tudo, então terei que optar por um navio maior”.

Uma coisa é certa, no Symphony of the Seas, o rácio de espaço, em metros quadrados, por cada passageiro “é muito elevado e foi investido em restaurantes e bares, em áreas de entretenimento”. Por isso, embora as dimensões do navio não sejam fundamentais na escolha, “o tamanho acaba por fazer alguma diferença”, uma vez que permite outra organização do espaço, sublinha.

Se sete dias a bordo são ou não suficientes para ficar a conhecer todo o navio, comer em todos os restaurantes, tomar uma bebida em cada um dos bares, deslizar em todos os escorregas, surfar em ondas artificiais ou ver todos os espectáculos possíveis, isso já será cada um dos passageiros a responder. Mas fica a dica, transmitida pelo director de hotel, o português Fernando Jorge, quando afirmou que num navio como o Symphony (os seus “irmãos” da classe Oasis que a Royal Caribbean estreou há 10 anos) “mesmo nos portos mais apelativos, nunca ficam menos de 1.500 a 2.000 passageiros a bordo”, o que diz muito do apelo que estes navios exercem sobre quem neles navega.

Até em termos de venda ao público por parte dos agentes de viagens o Symphony é diferente. Como refere Francisco Teixeira, não se pode vender o Symphony como apenas um cruzeiro porque ele, como qualquer outro navio da classe Oasis, é muito mais do que isso, tanto que “até há 10 anos, quando surgiu o primeiro Oasis, as pessoas diziam que iam fazer um cruzeiro aqui ou ali, mas depois, no caso deste produto, começaram a dizer que iam fazer um cruzeiro num Oasis”.

O efeito, em termos de reservas, já se sente: “o número de reservas que temos é o triplo do que tínhamos para o Freedom que fez este itinerário” e “mesmo em relação ao Harmony o número de reservas está superior”. A evolução dá-se no número de passageiros e no preço: “estamos a vender três vezes mais a tarifa muito mais alta”, especificou.

Como é que o consumidor já sabe deste navio? “Já sabe porque o mundo digital ajuda muito e este já é o quarto navio da classe Oasis”. E para onde é que a Royal Caribbean vai caminhar? “Vai continuar muito nesta dinâmica, nesta linha de negócio e de produto, vai continuar a inovar e espero que cada vez mais isso se veja na Europa”, o que será também importante para o desenvolvimento deste segmento em Portugal onde o número de passageiros está actualmente estimado em 50 mil, correspondente a um volume de negócios a rondar os 60 a 65 milhões de euros, incluindo transporte aéreo.