TACV: nova estratégia passa por novas rotas e rebranding

Arik De, o novo Comercial Chiefs Officer (CCO) da TACV, esteve sexta-feira em Lisboa para dar a conhecer a nova estratégia da companhia que passa pela reformulação da imagem, pelo aumento da rede para a Europa, incluindo Portugal e para o Brasil, e pela deslocalização do hub para o Sal.
A companhia aérea de Cabo Verde tem uma estratégia a cinco anos que assenta, fundamentalmente, no crescimento e na melhoria dos serviços. É nesta estratégia que se incluem já os novos voos que a companhia começa a operar este Verão para Recife, no nordeste brasileiro, Providence (Estados Unidos) e Bissau. Mas Portugal, que Arik De considerou “mercado-chave com grande potencial de crescimento” está também nos planos “a um ano”, com o responsável a anunciar que “a companhia vai aumentar os voos de Lisboa” e apostar no Porto”. Considerando que “Portugal está ligado à nova estratégia dos TACV como porta de entrada e de saída para a Europa e como porta de entrada para Cabo Verde e o Brasil”, adiantou que está a ser analisada a possibilidade de voos anuais para o Porto “pelo menos duas vezes por semana” porque “não queremos voar apenas uma vez por semana para nenhuma cidade”.
A companhia pretende abrir mais um destino na Europa e outro no Brasil. Frankfurt, Munique, Londres e Genebra são os destinos europeus em estudo, enquanto no Brasil as possibilidades são João Pessoa, Natal ou Salvador, embora o responsável tenha adiantado que há também interesse em São Luiz do Maranhão e Maceió. Mesmo assim, em resposta a uma questão do Turisver.com, adiantaria que “João Pessoa é o destino que está melhor posicionado no momento”.
Porque “as reservas para Fortaleza e Recife mostram que 60% dos passageiros fazem conexões”, está a ser estudada a deslocalização do hub da cidade da Praia para o Sal que, segundo Arik De, será “o hub ideal” pois “os turistas procuram sol e lazer e neste sentido, o Sal está melhor situado”.
Outro objectivo passa pelo rebranding da marca TACV. “Todas as companhias de ilhas são embaixadoras do país, mas os TACV não são reconhecidos como Cabo Verde”, afirmou, explicando que está é uma situação que se pretende alterar. “A identidade pode ser espelhada em pequenas coisas, não é necessário grande investimento”, disse, afirmando que se pretende relacionar a marca TACV com a cultura cabo-verdiana, nomeadamente a música, e os produtos do país. A alteração vai também passar pela melhoria da experiência dos passageiros, pelo que está em estudo a introdução de uma classe Premium Economy.
M.F.