TACV pede empréstimo de 2 M€ a banco angolano

A TACV vai pedir um empréstimo de 2 milhões de euros ao BAI – Banco Angolano de Investimentos, para poder fazer face aos seus compromissos. 

A autorização foi dada pelo governo caboverdiano, que justifica com o facto de a companhia aérea de bandeira “enfrentar dificuldades de ordem financeira em consequência de resultados negativos consecutivos”.

No documento, que autoriza a TACV a adquirir o empréstimo, publicado no Boletim Oficial do país e divulgado pela imprensa caboverdiana, o governo indica que o dinheiro vai servir para equilibrar a actividade operacional, ajustar a capacidade de investimento, assegurar que os compromissos financeiros sejam cumpridos em tempo útil, além de reparar motores de aviões.

O executivo caboverdiano autorizou ainda o Tesouro a dar aval à TACV para proceder a reconversão do crédito em carteira, passando o crédito renda para emissão obrigacionista, no valor de 8,6 milhões de euros.

O governo acaba de realizar uma auditoria à TACV, empresa com 57 anos de existência, informou o primeiro-ministro, José Maria Neves que acrescentou que o Estado não tem conseguido encontrar parceiros privados para a gestão da companhia.

“A TACV está a passar por uma grande turbulência, o que exige a conjugação de esforços do Governo, do conselho de administração e de todos os colaboradores da empresa”, sustentou o primeiro-ministro. A auditoria serviu para identificar a situação real de tesouraria e a partir daí tomar medidas para estabilizar a empresa”, sustentou o primeiro-ministro.

José Maria Neves reconheceu que a companhia de bandeira está “numa situação muito difícil e muito complexa”, tendo em conta que os gastos são muito superiores às receitas da empresa, que tem um passivo de cerca de 90 milhões de euros

Para o primeiro-ministro, a prioridade neste momento é estabilizar a situação financeira e garantir que a empresa funcione, continue a voar e proteja os postos de trabalho. Quanto aos trabalhadores, pediu uma “forte cooperação” para “salvar” os TACV.

José Maria Neves disse que uma das soluções passa pela reestruturação da empresa ou eventualmente pela privatização da gestão, mas disse que o Estado, único accionista, não tem conseguido encontrar parceiros interessados.

“Nós temos feito um esforço muito grande para encontrar um parceiro de modo a permitir a privatização da empresa, não temos conseguido encontrar parceiros interessados ou parceiros estratégicos ou financeiros, tendo em conta à situação da TACV”, lamentou.