TAP e Governo têm de olhar para o Algarve, diz Desidério Silva

Comentando o reforço da aposta da TAP no Aeroporto do Porto, anunciado esta terça-feira, o presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, afirma que tanto a companhia de bandeira como o Governo têm que pensar “pelo menos uma vez no Algarve e no que ele representa” em termos estratégicos, tanto para o turismo como para a economia do país.

Começando por dizer que “todos ficámos muito contentes” com a “prenda de Natal” dada pela TAP ao aeroporto do Porto, uma vez que o aumento da oferta à partida daquele aeroporto representará um maior número de turistas, Desidério Silva sublinha que o país ficaria ainda mais equilibrado “se, de uma vez por todas, a TAP e os gestores pensassem pelo menos uma vez no Algarve e no que ele representa”.

E o que a região algarvia representa é, frisa o responsável, “perto de 40% das receitas do turismo nacional e um aeroporto que este ano atingirá perto de 9 milhões de passageiros e que está ligado a mais de 80 cidades”.

“Estranho é que a sua companhia de bandeira [TAP] represente apenas cerca de 3% do total movimentado”, comenta Desidério Silva, sublinhando que isso “é muito, muito pouco, para a importância estratégica do Algarve”.

O presidente da RTA diz que a região não exige uma “ponte aérea” como a que liga Lisboa e Porto, o que exige é “a redução dos tempos de espera em Lisboa de um voo para Faro: 4 a 6 horas não é aceitável nos tempos modernos, para mais num país que acabou de ganhar o título de melhor destino turístico do mundo”.

Por isso exige respostas objectivas, da companhia e do Governo: “A TAP tem que olhar para o Algarve com respeito e operacionalizar os meios necessários de modo a dar respostas objectivas, com vista a honrar esta região e a sua economia. Todos os governos têm olhado para o lado em relação a este assunto. É agora altura de o poder político respeitar o Algarve e os algarvios e de colocar a nossa companhia de bandeira a servir o Algarve e o país”, afirma.