TAP: Rotas canceladas do Porto geravam prejuízo de 8M€

Num comunicado em que sublinha que a sua operação no Aeroporto Francisco Sá Carneiro no Verão IATA terá mais voos que na época homóloga do ano passado, a TAP confirma o cancelamento de rotas à partida do Porto devido a prejuízos e esclarece pormenores sobre a “ponte aérea” e a rota de Vigo.

A operação da TAP no Aeroporto do Porto durante o período de Verão IATA (finais de Março a finais de Outubro) vai contabilizar “um total de 13.563 voos contra 13.321 do ano anterior”, informa a companhia num comunicado em que confirma o cancelamento de quatro rotas europeias à partida do Aeroporto Francisco Sá Carneiro por serem deficitárias: “Confirma-se que foram canceladas rotas com partida do Porto para quatro cidades europeias. Não obstante as boas taxas de ocupação os custos da operação dessas rotas não permitem actualmente a rentabilidade da sua operação. Com efeito estas quatro rotas, significam para a TAP um prejuízo de 8,020 milhões de euros”, lê-se no texto.

Sobre rota entre Lisboa e Vigo que começará a ser operada a 1 de Julho com voos diários, a TAP afirma que a decisão “não tem qualquer relação com a operação entre Lisboa e o Porto” e sublinha que os novos voos têm como objectivo atender “exclusivamente” o “tráfego com alguma expressão da Galiza, especialmente de negócios, que não utiliza actualmente os nossos serviços via Porto” e que por não ter alternativa “utiliza o hub de Madrid”. Além de concorrer directamente com Madrid, esta operação, afirma a TAP “não tem qualquer impacto na operação do aeroporto Sá Carneiro”.

Já relativamente à “ponte aérea” que a partir de 27 de Março vai ligar Porto e Lisboa com 18 frequências diárias, conforme horário já divulgado, a TAP assegura que “serão utilizados em regra quatro ATR72 com capacidade para 70 lugares” ou, em períodos de pico, os “Airbus da família A320”, podendo ainda, “pontualmente”, ser usados “os novos Embraer190”.

“A operação regional da TAP passa, assim, a ter um total 17 aeronaves, oito ATR72 – quatro novos e os restantes com menos de um ano – operados pela White, e nove Embraer190, operados pela PGA” sempre identificados com as cores da TAP Express”, lê-se no comunicado em que a TAP explica ainda que vai “crescer o recurso à utilização da White, que antes operava dois ATR e agora passa a oito, o que se justifica pela sua experiência e know-how nesse tipo de equipamento”.

No comunicado emitido é também explicado que “a designação da TAP Express será apenas uma marca comercial. A TAP continua a ser o transportador, responsável pela comercialização do produto e perante as entidades nacionais e internacionais, e a PGA e a OMNI os operadores, utilizando o sistema de ACMI (Aircraft, Crew, Maintenance e Assurance)”.