Territórios de baixa intensidade afirmam-se no turismo

A criação de marca, a comercialização e a internacionalização, são os grandes desafios para a oferta turística nos territórios do interior. Esta foi uma das conclusões do Fórum Redes Colaborativas, iniciativa do Turismo de Portugal no âmbito da Feira Ibérica de Turismo, que decorreu no último sábado, na Guarda.

Por outro lado, a iniciativa concluiu que os aspectos organizativos, a capacitação das organizações e a definição de estratégias integradas de valorização dos recursos têm marcado a diferença no que diz respeito à estruturação de produtos turísticos nos territórios do interior, tidos como mais débeis em recursos fundamentais para o desenvolvimento.

Para o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, “o objectivo é claro: queremos mais e melhor turismo”. Por isso, a entidade que dirige “está empenhada para, em conjunto com os seus parceiros, cumprir com êxito os desígnios da Estratégia Turismo 2027”. Para tal, “o contributo das redes colaborativas enquanto agentes do turismo, com as provas dadas e os resultados já conseguidos, permitem-nos confiar num melhor desempenho do sector nos territórios do interior e também aí alcançar as metas a que nos propusemos”, apara acrescentar que “não tenho dúvidas que o turismo é fulcral para o desenvolvimento do interior, bem como, para a captação de novas gerações e de talento para estes territórios”.

Refira-se que longo das últimas duas décadas, de Norte a Sul pelo interior do país, surgiram e foram-se afirmando um conjunto de redes colaborativas que têm marcado a diferença no que respeita à criação e desenvolvimento de novos produtos que passaram a valorizar economicamente os recursos naturais, patrimoniais e culturais de cada um dos territórios. Algumas dessas redes colaborativas já há muito se afirmaram com os seus produtos (Aldeias do Xisto, Aldeias Históricas de Portugal, Rota do Românico), mas mais recentemente outras passaram, justificadamente, a adquirir visibilidade com novas propostas (Rota Vicentina, Rota da Terra Fria Transmontana, Montanhas Mágicas) e outras dão passos consistentes de afirmação (Alentejo Feel Nature, Aldeias de Montanha, Baixo Guadiana).

Subordinado ao tema “Os Sucessos do Turismo no Interior”, este fórum afirmou-se como um espaço privilegiado para a divulgação dos projectos já implementados nos territórios de baixa densidade, bem como para o diálogo e troca de experiências entre os vários agentes do sector, para promover a qualificação dos territórios de baixa densidade e para alinhar estratégias conjuntas que conduzam à criação de produtos turísticos diferenciadores, à sua promoção e venda nos mercados internacionais.