Trabalhadores autárquicos vão ter formação turística

Lançado pelo Governo, o programa de formação, que vai desenrolar-se de Setembro a Dezembro sob a égide do Turismo de Portugal, vai permitir criar uma rede de técnicos especializados em turismo nas autarquias. Os municípios interessados podem candidatar-se a partir de 7 de Maio.

O programa de capacitação turística dos destinos lançado pelo Governo vai ser ministrado nas Escolas de Hotelaria e Turismo de cada uma das NUT II (Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo e Algarve) e também nas regiões autónomas. A formação vai incidir, segundo uma nota da Secretaria de Estado do Turismo, sobre a “capacitação dos destinos, estruturação de produtos turísticos, captação de investimento turístico, dinamização de redes locais, marketing territorial e digital, inovação em turismo, mercados, produção de conteúdos e instrumentos de apoio ao turismo”.

Lançado no passado sábado, na Guarda, o programa visa responder à necessidade de capacitação de recursos nas câmaras na área do turismo e tem como objectivo a criação de “uma rede de técnicos especializados em turismo para promover o desenvolvimento turístico das zonas com menos tradição em termos de actividade turística, alargando cada vez mais o turismo a todo o território”.

Financiado em 50% pelo Turismo de Portugal, o programa de capacitação turística dos destinos vai desenrolar-se entre os meses de Setembro e Dezembro e as candidaturas estarão abertas a todos os municípios a partir de 7 de Maio.

Para a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, este programa “é uma oportunidade para criar condições de atractividade e de estruturação de oferta em municípios que não são tradicionalmente destinos turísticos e em que o turismo pode assumir um papel importante na estratégia de desenvolvimento”.

Por seu turno, o secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, considera que este programa se reveste da “maior importância como instrumento de capacitação do sector”, sublinhando que “o turismo pode ser um factor diferenciador para o desenvolvimento dos municípios e para a fixação de população, nomeadamente no interior”.