Turismo brasileiro deve sair da crise em 2020

Esta é, pelo menos, a conclusão de um estudo sobre o turismo realizado recentemente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e apresentado no Congresso Nacional de Hotéis que decorreu este mês em Fortaleza.

De acordo com a apresentação realizada no congresso em Fortaleza, a crise que afectou as várias actividades económicas brasileiras persiste ainda em algumas, como os serviços e o turismo, sendo que as perdas do sector turístico atingiram “157 bilhões de Reais entre 2015 e 2017”, segundo dados inscritos no estudo do CNC.

Em 2017 as receitas originadas pelo turismo no Brasil ainda registaram uma quebra de 6,5%, para este ano é esperada ainda uma descida de 4% e, de acordo com o chefe da Divisão Económica da CNC, Fabio Bentes, se a economia mantiver o ritmo actual, os serviços devem sair da crise em Fevereiro de 2019 e o turismo em Janeiro de 2020. “A crise ainda não acabou para o turismo, apesar do crescimento da economia mundial (+3%) e nacional (+2,5%), a previsão é que o volume de receitas do sector deverá recuar ainda 4% em 2018”, avança o responsável.

O mesmo responsável faz notas que as quebras e receitas são uma constante desde 2015 e que as Olimpíadas foram um alívio pontual para o turismo no Rio de Janeiro, no mês de agosto de 2016, mas não foram o suficiente para mudar a tendência de queda na receita”.

Em 2017 o Rio de Janeiro foi o estado em que as receitas turísticas mais desceram, concretamente, 19,5%. Seguiram-se o Distrito Federal (-19,3%), Rio Grande do Sul (-8,0%) e São Paulo (-7,1%).

O relatório frisa que entre 2015 e 2017 encerraram portas quase 7.000 unidades de alojamento.