Turismo de Portugal e Igreja Católica assinam protocolo

O presidente do Turismo de Portugal defendeu que o turismo religioso não deve ser menosprezado, dado o seu “impacto económico decisivo e evidente”.
João Cotrim Figueiredo usava da palavra na assinatura do protocolo de cooperação entre a Obra Nacional da Pastoral do Turismo e o Turismo de Portugal, que teve lugar na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, e tem como principal objectivo reforçar a qualidade da oferta turística religiosa no país, quer ao nível do acolhimento quer também no plano da informação prestada aos visitantes.
Intitulado “Igrejas de Portas Abertas”, o projecto da Igreja Católica vai ser implementado com base em fundos comunitários provenientes do “Plano de Acção Turismo 2020”.
Na ocasião, o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana realçou a necessidade de uma Pastoral do Turismo com “rosto humano” e que contribua para o desenvolvimento integral das pessoas.
“O turismo de inspiração cristã” poderá desempenhar um papel importante numa sociedade onde “as pessoas são marginalizadas”, disse ainda D. Jorge Ortiga.
Em declarações aos jornalistas, no final da assinatura do protocolo de colaboração, o arcebispo de Braga destacou que “o turismo pode dar um contributo a este rejuvenescer da sociedade moderna, que necessita tanto deste afecto, desta ternura, desta fraternidade, apesar das diferentes línguas e culturas”.
Intitulado “Igrejas de Portas Abertas”, o projecto da Igreja Católica vai ser implementado com base em fundos comunitários provenientes do “Plano de Acção Turismo 2020”, e assenta na formação de guias-intérpretes que possam acolher adequadamente os turistas nacionais e estrangeiros e divulgar um património religioso que “é vasto” mas que “muitas vezes está indisponível para visita”.
No decorrer de cerimónia teve lugar também a apresentação conjunta com os CTT de uma colecção de selos sobre os Caminhos de Santiago.
C.M.