Turismo do Algarve prevê subida na ocupação hoteleira no Verão

O presidente do Turismo do Algarve, Desidério Silva, revelou ontem que as perspectivas da entidade regional de turismo apontam para uma subida da ocupação hoteleira na região durante o Verão. “Os indicadores que nós temos são positivos em relação ao ano turístico”, revelou Desidério Silva, sublinhando que há hoteleiros com expectativas de ocupação, até Setembro e Outubro, “muito acima daquilo que era expectável”. De acordo com Desidério Silva, que ontem apresentou Memorando Turístico do Algarve, um documento que reúne propostas para melhorar o desempenho turístico da região e que vai ser entregue aos ministros e secretários de Estado que tutelam as áreas relacionadas com o sector, para este ano é mesmo possível que se verifique a retoma de mercados como o francês e o alemão, que nos últimos anos apresentavam quebras na emissão de turistas para a região. De acordo com a Lusa, o presidente do Turismo do Algarve estimou ainda uma maior procura por parte do mercado espanhol, uma vez que o contexto de crise do país pode favorecer viagens para destinos mais próximos. O Memorando Turístico do Algarve foi ontem apresentado, tratando-se de um documento que agrega um conjunto de propostas para a região até 2020 e assenta em cinco pilares, concretamente acessibilidades aéreas, promoção turística, competitividade fiscal, produtos turísticos e modernização e eficácia do destino. Como disse Desidério Silva na apresentação, o Memorando Turístico do Algarve pretende ?sensibilizar o Governo?, reclamando uma maior atenção para o Algarve, o maior destino turístico do país. ?Este é um documento de intenções que reclama atenção para o Algarve. No actual contexto económico e financeiro, é importante debater soluções e por isso criámos este memorando, em parceria com várias entidades e personalidades da região?, disse Desidério Silva na apresentação. A redução das taxas aeroportuárias, a angariação de novas ligações aéreas regulares para o destino, a aposta nos mercados do Canadá, da Escandinávia e da França para diversificar os emissores de turistas para a região, a redução do IVA no golfe e na restauração ou ainda a diminuição da burocracia com vista a atrair o investimento são algumas questões abordadas no documento. I.M.