Turismo do Centro defende melhor aproveitamento do aeroporto do Porto

A Comissão Executiva do Turismo Centro de Portugal, reunida esta terça-feira, defende que um melhor aproveitamento do aeroporto do Porto deverá ser a solução mais imediata face a notícias recentes sobre os constrangimentos do aeroporto Humberto Delgado veiculadas pela comunicação social.

A entidade, que considera esta “é uma má notícia para Portugal”, conclui que “o turismo tem sido uma das molas impulsionadoras do crescimento económico do país e todas as previsões apontam para que a evolução continue a ser extremamente positiva nos próximos anos”, mas “estas perspectivas de crescimento correm o risco de ser postas em causa, devido à incapacidade real do aeroporto”, para acrescentar que “os 200 mil passageiros que todos os meses a Portela está a perder são potenciais 200 mil turistas que não visitam o território nacional e que não se hospedam nas nossas unidades hoteleiras”.

Neste sentido a Comissão Executiva do Turismo Centro de Portugal pede uma solução. “A possibilidade “Portela + 1”, no Montijo, nunca estará operacional antes de 2020”, ou seja “aguardam-nos três anos de constrangimentos e milhões de passageiros perdidos”, realçando que “a possibilidade de abrir a base aérea de Monte Real a voos comerciais, há muito defendida pelo Turismo Centro de Portugal e por destacados dirigentes políticos e empresariais do país, é uma solução óbvia e que deverá ser considerada, uma vez que reduzirá a pressão sobre o Humberto Delgado”.

Mas como “é preciso atacar o problema e encontrar uma solução, concreta e exequível, para o curto prazo, esta passa por aproveitar melhor a capacidade do aeroporto Sá Carneiro, no Porto”, até porque “tem ainda grande potencial de crescimento”.

A sua expansão desta infra-estrutura aeroportuária do Norte do país, no entender do Turismo Centro de Portugal, “será a solução mais desejável a curto prazo para atenuar o estrangulamento do Humberto Delgado. Depois, a médio e longo prazo, a solução de dois aeroportos principais, um em Lisboa e outro no Porto, é perfeitamente conciliável com a abertura de Monte Real, ou Montijo, ou ambas, à aviação comercial”, refere o comunicado saído da reunião.