Turismo equestre avança com plano estratégico

O presidente da Associação Nacional de Turismo Equestre (ANTE), Veiga Maltez, defende que o turismo equestre tem que se profissionalizar porque só tem existido graças à dinâmica e vontade de alguns empresários que percebem o potencial que este tipo de mercado tem em Portugal, realçando que falta apoio do Governo.

A ANTE organizou esta quarta-feira, na Golegã, o 1º Encontro de Empreendedores do Turismo Equestre, onde foi debatido, entre outros, o Plano Estratégico para o Turismo Equestre (PETUR).

Veiga Maltez criticou a falta de acção para avançar com a concretização no terreno o turismo equestre, tendo referido que “actualmente, temos turistas equestres estrangeiros na Golegã mas porque operadores privados têm a iniciativa de trabalhar com empresas estrangeiras e conseguem com que eles venham para a Golegã e eles adoram”. No entanto, “temos que estender isto a todo o país e têm que ser as entidades públicas e governamentais a avançar com a promoção deste tipo de turismo”, lembrando que “já estamos atrasados em relação aos restantes países europeus que também apostam no turismo equestre”.

Por sua vez, Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo sublinhou ser que este o momento de passar à acção. “Os diagnósticos já estão todos feitos. É hora de passar a concretizar tudo o que está no papel. Não nos podemos esquecer do mais importante, que é o turista”, disse.

O responsável regional indicou que o Turismo do Alentejo e Ribatejo já elaborou um Plano Operacional de Turismo Equestre que vai ser alvo de candidatura no próximo concurso SIAC (Sistema de Apoio a Acções Colectivas), para que possa avançar no próximo ano.