Turismo fluvial no Douro cresce em 2013

A Via Navegável do Douro (VND) registou crescimentos em todos os segmentos de negócio no ano passado, quando passaram pelo Douro 550 mil passageiros, 100 a mais que em 2012, de acordo com a Delegação do Norte e Douro do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM). “Há um bom desempenho dos nossos operadores em 2013, com taxas de crescimento em todos os segmentos de negócio da VND”, afirmou à Lusa o administrador delegado do IPTM, Joaquim Gonçalves. Segundo o responsável, o barco hotel foi, em 2013, um dos principais segmentos no Douro, uma vez que se trata de “um produto exportador”, com passageiros provenientes principalmente da França, Estados Unidos da América, Alemanha e Reino Unido. O segmento de barco hotel registou, em 2013, um crescimento de 40% em passageiros face ao ano anterior, num total de 40 mil passageiros, com Joaquim Gonçalves a considerar que este aumento se ficou a dever à promoção externa e à entrada em funcionamento dos novos navios da Douro Azul. Já os cruzeiros de um dia tiveram, no ano passado, um crescimento de 11%, atingindo os 150 mil passageiros, depois de nos últimos dois anos o número de passageiros nestes cruzeiros, em que os portugueses são os principais clientes, com um peso de 93%, ter decrescido. Os cruzeiros na mesma albufeira, cujas viagens são de duração variável, de meia e uma hora, concentrando-se nas zonas Porto/Gaia, Entre-os-Rios, Régua, Pinhão, Foz do Sabor e Pocinho, representam 64% da totalidade de passageiros na VND, movimentando cerca de 350 mil passageiros no ano passado. Incluído neste tipo de cruzeiros na mesma albufeira, estão os passeios nocturnos, que apresentaram um aumento de 75% na procura, atingindo os 19 mil passageiros durante o ano passado. O Douro conta actualmente com 86 embarcações marítimo-turísticas de 35 operadores, num total de 6.124 lugares, mais 28 do que em 2010, tendo a navegação de recreio sofrido também um aumento de 0,6% relativamente a 2012. “O destino turístico Douro, na componente navegabilidade, está a funcionar e tem credibilidade porque tem taxas de crescimento, algumas excepcionais, como é o caso do barco hotel”, sublinhou Joaquim Gonçalves. I.M.