Turismo em França com quebras de dois dígitos

No primeiro semestre deste ano o número de dormidas de turistas estrangeiros em França caiu a uma média de 10% face ao mesmo período de 2015 e Paris debate-se com quebras de dormidas e reservas. As autoridades esperam agora que o turismo de negócios possa ser um “balão de oxigénio”.

O temor provocado pelos atentados, acrescido pelo receio de tumultos e fenómenos de tensão social, já levou à baixa de 10% nas dormidas de estrangeiros em França e, segundo o Observatório económico do turismo parisiense, na capital francesa a ocupação hoteleira de Julho apresenta uma quebra homóloga de 9,8 pontos para uma média de 78,1%. Para esta baixa contribui principalmente o menor número de hóspedes estrangeiros.

Segundo declarações prestadas à imprensa pelo secretário de Estado do Turismo francês, Matthias Fekl, o decréscimo de dormidas na primeira metade de 2016 penalizou mais as zonas de Paris e Îlle-de-France. O governante acrescentou ainda que mercados como o norte-americano e o asiático, que costumam deixar elevadas receitas no país foram os que mais decresceram, levando a que os hotéis de categoria superior sejam os mais penalizados.

Em queda estão também as reservas aéreas por parte dos turistas dos Estados Unidos (-19,2% entre 25 e 31 de Julho) e os britânicos (-23% na última semana de Julho).

Segundo a Agência France Press, as autoridades esperam agora que o turismo interno, que representa cerca de 45% das dormidas na hotelaria e o turismo de negócios, que cresceu no primeiro semestre, possam ser o balão de oxigénio de que necessita o sector.

Mesmo assim, o gabinete Protourisme estima que a partir de Setembro as reservas relacionadas com o turismo de negócios baixem entre 5 a 10% face ao ano passado.